No dia 15 de janeiro, celebramos os 45 anos de vida artística do cantor e compositor Marconi Branco. Um marco na cultura potiguar que merece uma comemoração à altura!
O palco para esse momento histórico será o teatro do IFRN Campus Cidade Alta, um prédio de arquitetura belíssima e atmosfera única. Nada mais convidativo para uma noite de pura arte.
Uma Constelação de Talentos:
O evento contará com a participação de grandes ícones da música potiguar, que se unem para homenagear a trajetória de Marconi Branco:
Vozes e Talentos: Nara Costa, Dodora Cardoso, Silvana Martins, Clara Menezes, Carlos Zens, Angelo Angolano, Paulo Santos, Sergio Luiz, Yolanda Suassuna, Magda Foa, Aninha Martins, Janaina Leite, Mili Oliveira, Natália Abade, Sarah Branco, Gege Regis e Zette Pereira.
E MAIS: Além deste elenco de peso, a noite reserva outras grandes surpresas preparadas exclusivamente para o público presente!
📍 Programe-se:
Data: 15 de Janeiro
Horário: 19h
Local: Teatro do IFRN Campus Cidade Alta (Av. Rio Branco)
Investimento: Apenas R$ 25,00
Ingressos Antecipados: Garanta o seu lugar agora mesmo pelo link abaixo:
https://ticket.pedido.one/event/tSS0l2
Você é nosso convidado especial para esta noite de história e emoção.
Na noite desta terça-feira, dia 23, a poeta Adriana Mariano foi oficialmente homenageada pela Câmara Municipal de Extremoz com o Título de Cidadã Extremozense, em solenidade realizada na sede do Poder Legislativo e transmitida ao vivo pelo canal oficial do YouTube.
A homenagem foi uma proposição do vereador Fábio Vicente. A sessão solene contou com a presença de autoridades do Legislativo e do Executivo municipal, entre elas o presidente da Câmara Municipal, vereador Anderson Barbosa, e a prefeita de Extremoz, Jussara Sales, reafirmando o reconhecimento institucional à trajetória cultural, educacional e poética da homenageada.
Em um gesto de profunda sensibilidade e pertencimento, Adriana fez questão de ler o “Soneto Extremozense”, do poeta Manuel de Azevedo, reafirmando, por meio da poesia, os laços afetivos, culturais e simbólicos que a unem a esta terra.
Mais que um título, a homenagem reconhece uma trajetória marcada pelo amor à palavra, à memória e à identidade de Extremoz. Professora por vocação, Adriana construiu, ao longo dos anos, uma atuação dedicada à educação, à formação de leitores e à valorização da cultura, fazendo da sala de aula e da poesia espaços de escuta, reflexão e pertencimento.
A cidade se reconhece na poesia — e, hoje, reconhece também a educadora que, por meio do ensino e da palavra, ajudou a formar consciências e afetos.
A sessão solene pode ser conferida na íntegra no link abaixo.
Do Breviário aos Céus: Manuel de Azevedo celebra o Dia do Cordelista com novo cordel
Depois de emocionar leitores com O Breviário Ferroviário, obra que percorre os trilhos da memória, da paisagem e das vidas que se entrelaçam ao som dos trens, Manuel de Azevedo retorna com um novo trabalho igualmente sensível: As Estrelas do Cego, lançado especialmente por ocasião do Dia do Cordelista, como homenagem à tradição, à poesia popular e ao ofício que preserva a alma do nosso povo.
Se no Breviário o poeta nos conduzia por caminhos de ferro, mostrando como o cotidiano carrega poesia mesmo no ruído das máquinas e no vaivém das viagens, agora ele nos leva pelas ruas silenciosas de uma noite de Natal. Em vez dos trilhos, seguimos os passos lentos de um velho cego e de seu neto — duas figuras que, assim como os personagens ferroviários do livro anterior, revelam que a verdadeira luz não está no que os olhos veem, mas no que a alma percebe.
O novo cordel aprofunda aquilo que já se destacava em O Breviário Ferroviário:
• o olhar humano e afetivo para as pequenas grandezas do cotidiano;
• a capacidade de transformar memória em poesia;
• a habilidade de criar imagens vívidas, ora pela dureza do real, ora pela ternura do simbólico.
As Estrelas do Cego é, portanto, uma continuação natural desse percurso literário — e, lançado no Dia do Cordelista, reafirma o compromisso de Manuel de Azevedo com a força da tradição, da sensibilidade e da palavra que ilumina caminhos.
Confira o novo cordel gratuitamente pelo link abaixo:
A Trilha Luminosa de 40 Anos – Uma Noite com SENDERO na UFRN
Por Prof. Leandro Soares, para Pedalando na História
Foi um grande privilégio para o Pedalando na História poder presenciar esse momento mais que especial. A noite de 12 de novembro viu o Auditório da Reitoria da UFRN se transformar em um portal — um lugar onde 40 anos de resistência, poesia e engajamento se encontraram. O SENDERO não nos ofereceu apenas um espetáculo musical; apresentou-nos a celebração viva de uma trilha luminosa construída ao longo de quatro décadas, inspirada em Flávio Venturini e no espírito guerrilheiro da arte.
O PRIVILÉGIO DA PASSAGEM DE SOM
Minha jornada começou antes mesmo das centenas de pessoas chegarem, vindas de vários cantos do estado. A emoção me tomou logo na passagem de som. Ali, no silêncio pré-espetáculo, senti o privilégio de parar o tempo. Conversar informalmente com os membros do Sendero, ver a calma e a entrega de Manuel de Azevedo, Lula Bulhões, Renato Savalli e Alfredo Jardim, juntamente com outros grandes músicos que se revezavam nos instrumentos, foi como receber a chave para entender a alma do grupo.
Lá estavam eles, os “feito agoristas” de 1985 que, surgidos em um ato pró-legalização, fizeram da música uma barricada contra a instrumentalização da arte. Naquele instante íntimo, a conversa transcendeu notas e afinações: era um papo sobre história, sobre a teimosia de criar uma arte que precisa ser degustada e pensada, e não apenas consumida.
UM BALANÇO EM 23 ATOS
Quando as luzes se acenderam para valer, o auditório já estava quase lotado. O show, que se propunha a fazer um balanço dessas “40 translações ao redor do sol”, cumpriu o prometido em 23 atos de pura intensidade.
O repertório navegou com maestria pelas diversas paisagens sonoras que moldaram o grupo: do Côco ao rock progressivo, passando pela força da MPB e da música latino-americana que pulsa em suas vozes e instrumentos.
Entre as canções inéditas, destacou-se a belíssima e transcendente “Moai Moai”, composição de Renato Savalli e Alfredo Jardim, que envolveu o auditório em uma atmosfera ritualística, quase etérea.
Ouvir composições autorais de Manuel de Azevedo, como “Sabra e Chatila”, foi um momento de profunda emoção e engajamento: uma belíssima homenagem ao povo palestino, contada com intensidade e sensibilidade. O momento contou com o apoio e a presença de uma representação do povo palestino, tornando-o marcante e inesquecível. Já a eletrizante “Mareada” nos conduziu novamente às lutas defendidas pelo Sendero: a causa latino-americana, a defesa dos povos originários e as pautas sociais e ambientais.
Sentimos, também, a homenagem viva aos amigos-irmãos já perdidos — uma celebração que carregava a dor e a beleza de criar memórias indeléveis juntos. O medley de abertura, com referências a Itamar Correia e Geraldo Espíndola, já anunciava que a noite seria um abraço coletivo em canções que nos definem.
O OLHAR DO PÚBLICO: O ESPELHO DA EMOÇÃO
Mas, se a performance do SENDERO era intensa, a reação do público era a verdadeira crônica. O que mais me tocou foi a profunda conexão estampada no olhar de cada espectador. Em momentos como “Pôr do Sol na Pedra do Rosário”, canção que carrega o DNA potiguar em sua essência, vi rostos marcados pelo tempo e pela vida.
Entre esses rostos, destacava-se a presença marcante da cidade de Extremoz. Colegas professores, amigos e admiradores da vasta obra de Manuel de Azevedo vieram prestigiar o mestre, cuja arte tem conquistado respeito e admiração crescentes. A presença de Extremoz ecoava feito um coro silencioso: “Extremoz presente!”
Não eram aplausos vazios; eram suspiros, olhares fixos na eternidade do palco e, sim, lágrimas. Lágrimas que brotavam porque aquela música — aquela “Resistência”, também no repertório — contava a história delas, de seus sonhos adiados e da persistência da fé. Eram lágrimas de quem sente a arte cumprir seu papel mais nobre: despertar consciências e conquistar corações.
PEDALANDO NA HISTÓRIA
Foi um testemunho de que a música, quando honesta e engajada, não envelhece. A trilha do SENDERO, nascida em tempos de ditadura e celebrada em um palco universitário, provou ser mais que memorável: é fundamental.
E, para o Pedalando na História, fica o registro: a história cultural do Rio Grande do Norte ganhou mais um capítulo brilhante, forjado em 40 anos de arte que inspira e transforma.
Nas terras banhadas
pelo sol do sertão Potengi, conhecemos a história de José Miguel, um homem cuja
trajetória é tecida entre sonho e luta. No livro "A Escola de Zé", a
professora e historiadora Fátima Ribeiro desenha, com tintas de resistência e
devoção, a epopeia de um visionário que semeou uma escola no coração árido do
Nordeste. Um idealista cuja missão foi erguer uma instituição de ensino onde
educação e fé convergem para romper ciclos de exclusão no município de São
Paulo do Potengi.
Um livro fundamental
para conhecer de forma detalhada o processo de criação da Sociedade Educadora
São Francisco (SESF), fundada há quase 60 anos. Fazem parte dessa trajetória o
famoso Monsenhor Expedito, conhecido como “Profeta das Águas” - símbolo da luta
por água no sertão até sua morte no ano de 2000. Seu texto, embasado em
depoimentos e observação direta, inclui na documentação pesquisada desde a ata
de fundação da escola até a lei de doação do terreno ainda na década de
setenta. Assim, evidencia como a escola se tornou um espaço de emancipação,
onde crianças e adultos aprendem a ler e interpretar o mundo. Como aparece na
orelha do livro, citando o historiador francês Jacques Le Goff – a memória
atualiza e reinterpreta as impressões e informações passadas.
A obra é prefaciada
pela Doutora em Ciências Sociais, Irene de Araújo Van Den Berg, que nos mostra
como o trabalho dialoga profundamente com os princípios defendidos por Paulo
Freire especialmente no que se refere à educação como instrumento de libertação,
à valorização do saber popular e à construção coletiva do conhecimento. Assim,
A Escola de Zé materializa, em narrativa literária, muitos dos ideais
freireanos: é uma história sobre como a educação, quando enraizada na
comunidade e voltada para a autonomia, pode ser semente de libertação. Assim
como em Pedagogia do Oprimido, a obra mostra que a verdadeira educação não
domestica, mas desperta — e nesse despertar, os "frutos" são justiça,
cidadania e a coragem de semear novos futuros, mesmo em solo árido.
Em cada página,
respira-se o cheiro da terra molhada após a primeira chuva. Na cidade, A escola
de Zé é mais que um lugar: é um canto de resistência, um verso vivo na paisagem
do Sertão, onde cada criança carrega nas mãos — além do lápis — a semente de um
futuro que já começa a desabrochar.
Abaixo, um raro
registro do senhor José Miguel falando sobre seu convívio inspirador com o
Monsenhor Expedito – por ocasião da 3ª edição do Centenário de Nascimento do
Profeta das Águas.
Manuel
de Azavedo, Nativo do município de Santana do Matos e atual Morador do bairro
de Candelária em Natal-RN alcançou um feito digno de nota com o lançamento do
seu novo livro “Universejos”. O livro apresenta vários poemas de estilos
bastante variados produzidos ao longo dos anos.
Publicado
pela Serrote Preto Edições - Manuel, explica que qualquer lugar é lugar de
escrita e que toda hora é hora de fazer poesia. Seus primeiros escritos
remontam ao ano de 1995, tempos em que assinava com o pseudônimo Mangará de Macambira.
Seja dos tempos da Retreta Poética, passando pelo famoso Breviário Ferroviário,
A tragédia do Nyenburg até o recém lançado – Universejos - sua escrita já pode
ser considerada patrimônio artístico-cultural-poético potiguar.
Uma
obra obrigatória para todos os amantes da poesia. O trabalho celebra
e mostra a diversidade no estilo poético e a riqueza literária
presente na obra. O livro está disponível no formato digital e é gratuito. Para
adquirir basta entrar em contato com a editora pelo e-mail:
serrotepreto@hotmail.com
Sabemos que a literatura tem um papel fundamental na transmissão do conhecimento e da cultura de um povo. Conhecer sua própria história é imperativo
para o desenvolvimento de qualquer sociedade. Com o desejo de conhecer melhor a
produção literária da cidade de Extremoz/RN, estudantes do ensino médio
pesquisaram grande parte da bibliografia existente sobre a cidade nos mais
variados gêneros. O período analisado pelo grupo cobriu quase trinta anos de
produção literária. De 1997 a 2024.
A iniciativa aconteceu na Escola Estadual Almirante Tamandaré,
localizada no centro de Extremoz, no contexto das trilhas de aprofundamento. As
trilhas fazem parte dos itinerários formativos do novo ensino médio. Consta na parte diversificada do currículo,
ocasião em que o estudante tem a possibilidade de escolher a que tem mais
interesse ou afinidade. Possibilitando, assim, uma ampliação dos conhecimentos
trabalhados em outras áreas. Ou seja, “O conjunto de disciplinas, projetos,
oficinas, núcleos de estudo, entre outras situações de trabalho, que os
estudantes poderão escolher no ensino médio”. A atividade teve como orientador
o Prof. Flávio Aurélio.
A partir dos parâmetros estabelecidos pela base nacional comum
curricular (BNCC) de 2017, conhecido também como novo ensino médio, se espera
que os estudantes possam ter um papel mais ativo e serem mais protagonistas no
processo de ensino e aprendizagem. Com o tema “Progresso Cultural e Literário
de Extremoz” os alunos da turma do 3ano “B” Noturno pesquisaram as principais
obras publicadas, em Extremoz, e que ajudam a conhecer melhor a história e a literatura
local. Entre as obras trabalhadas pelos estudantes podemos destacar: História
de Estremoz – Ir. Maria Dionice (1997), Lendas de Extremoz – Simone Maria
(2020), Guajuru: registro da indiferença - Juarez Viana (2020), Breviário Ferroviário – Manuel
de Azevedo (2023), Extremoz em Prosa: um olhar impertinente – Leandro Soares
(2024) e Extremoz em Versos – Valdenor Cordel (2024).
Um momento muito especial foi a participação de escritores e
poetas potiguares como convidados durante a realização da atividade. Destaque
para o a escritora Simone Maria – autora da obra Lendas de Extremoz, do poeta
Manuel de Azevedo – autor do livro Breviário Ferroviário e do escritor Leandro
Soares – autor do livro Extremoz em Prosa: um olhar impertinente. Foi um
momento muito rico com troca de experiências e que ajudou a mostrar todo o
potencial da literatura produzida em Extremoz nas últimas décadas.
Poeta Manuel de Azevedo em oficina de orientação
Prof. Flávio e os escritores Simone Maria e Leandro Soares em reunião de orientação