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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Quando a história vira verso


O legado de Valdenor para Extremoz 

Valdenor do Cordel: a memória, a fé e a cultura de Extremoz rimadas em versos

A obra de Valdenor do Cordel é uma das expressões mais consistentes da literatura popular em Extremoz. Por meio da tradição nordestina do cordel, o poeta transforma história, fé, lendas, comunidades rurais, identidade cultural e temas educativos em versos acessíveis, didáticos e profundamente enraizados na realidade local.

Em Extremoz, Quatro Séculos de História, Valdenor reconstrói a trajetória da antiga Aldeia do Guajiru, a presença jesuítica, a emancipação política e os marcos culturais do município, organizando a narrativa histórica em sextilhas rimadas que facilitam a leitura e fortalecem a memória coletiva.

No cordel dedicado à Comunidade do Araçá, o poeta amplia o olhar para o cotidiano da zona rural, registrando lideranças, transformações sociais, tradições produtivas e manifestações culturais que constituem a vida do povo extremozense.

Já em Mártires do RN, sua poesia dialoga com a história religiosa do estado, resgatando episódios marcantes da fé potiguar e reafirmando o papel do cordel como instrumento de preservação espiritual e cultural.

Essa diversidade temática revela a amplitude de sua produção: Valdenor não se limita a um único eixo narrativo. Ele escreve sobre história local, religiosidade, comunidades tradicionais, folclore, cidadania, educação e acontecimentos marcantes do Rio Grande do Norte. Sua linguagem simples, cadenciada e popular aproxima o leitor, tornando o conhecimento acessível sem perder o rigor da pesquisa e o cuidado com a memória.

A trilogia publicada em livros — reunindo temas de história, folclore, tradição, turismo e educação — consolida essa trajetória e representa um marco cultural para Extremoz. Ao organizar parte de sua produção em volumes estruturados, o poeta fortalece o cordel como instrumento pedagógico, identitário e patrimonial. Trata-se de uma contribuição significativa para escolas, projetos culturais e iniciativas de educação patrimonial.

Além dessa trilogia, Valdenor é autor de mais de uma centena de folhetos, ampliando ainda mais o alcance de sua poesia. Cada publicação funciona como um registro vivo da cultura popular, preservando narrativas que poderiam se perder no tempo.

Mais do que poeta, Valdenor do Cordel é um cronista popular de Extremoz. Sua obra não apenas conta histórias: ela constrói pertencimento, valoriza raízes e reafirma a importância da cultura como elemento fundamental da identidade de um povo.

Confira um bate papo com o grande poeta de Araça..



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