Klayta Ramalho e Betânia Valentim iniciam um novo ciclo à frente da Escola Estadual Almirante Tamandaré, instituição que há 44 anos integra a história da educação em Extremoz.
A história da Escola Estadual Almirante Tamandaré se confunde com a própria história do Conjunto Estrela do Mar e com o crescimento urbano de Extremoz nas últimas décadas. Inaugurada oficialmente em 1º de março de 1982, a instituição nasceu em um contexto singular: foi construída juntamente com o conjunto habitacional criado para atender famílias ligadas à Marinha do Brasil.
Originalmente, o Estrela do Mar foi planejado para abrigar servidores civis e militares da Marinha. Na ocasião de sua inauguração, o empreendimento contou com a presença do então Ministro da Marinha, Almirante de Esquadra Maximiano Fonseca, além de autoridades estaduais e municipais.
A escola recebeu o nome de Joaquim Marques Lisboa (1807–1892), o Almirante Tamandaré, patrono da Marinha Brasileira. Segundo relatos de antigos moradores, a instituição chegou a ser administrada pela própria Marinha em seus primeiros anos de funcionamento, antes de passar à administração do Governo do Estado na segunda metade da década de 1980.
Aos 44 anos de existência, a Escola Estadual Almirante Tamandaré consolidou-se como uma das mais importantes instituições educacionais de Extremoz, formando gerações de estudantes e tornando-se uma referência para a comunidade.
Registro da Escola Estadual Almirante Tamandaré nos primeiros anos de funcionamento.Ao longo de sua trajetória, a escola acompanhou as transformações do bairro e da cidade. As fotografias preservadas pela comunidade revelam um tempo em que o Estrela do Mar ainda possuía poucas construções, ruas cercadas por coqueirais e uma população que começava a construir sua identidade coletiva.
Essas imagens não apenas registram a história da escola, mas também ajudam a compreender a própria formação urbana de Extremoz.
Mais de quatro décadas após sua fundação, a Escola Estadual Almirante Tamandaré inicia uma nova etapa de sua história com a posse da diretora Klayta Ramalho e da vice-diretora Betânia Valentim.
Mais de quatro décadas após sua fundação, a Escola Estadual Almirante Tamandaré inicia uma nova etapa de sua história com a posse da diretora Klayta Ramalho e da vice-diretora Betânia Valentim. Para conhecer melhor as expectativas para este novo ciclo, conversamos com as gestoras sobre os desafios, prioridades e perspectivas para a comunidade escolar.
Klayta Ramalho: participação, inclusão e transparência
Para Klayta Ramalho, assumir a gestão da escola representa um grande desafio, mas também uma oportunidade de crescimento e aprendizado.
Segundo ela, as prioridades da nova gestão serão o fortalecimento da inclusão, a ampliação da participação da comunidade escolar e a construção de uma gestão pautada pela transparência.
“Queremos uma escola mais participativa, onde estudantes, famílias, professores e servidores compreendam que todos fazem parte desse processo.”
Ao falar sobre o que a motivou a assumir a direção da escola, Klayta destacou o incentivo recebido de pais, estudantes e colegas professores.
“Foram os próprios estudantes, as famílias e os professores que me fizeram acreditar que eu poderia contribuir ainda mais para a escola e para a comunidade.”
A diretora também ressaltou que o objetivo da gestão é fortalecer o sentimento de pertencimento.
“A escola é feita por todos. Queremos uma escola mais leve, mais participativa e mais inclusiva.”
Betânia Valentim: compromisso com a educação pública
Para a vice-diretora Betânia Valentim, assumir a gestão da Tamandaré representa um compromisso com a educação pública e com a história da instituição.
Entre as prioridades apontadas por ela estão a aprendizagem dos estudantes, o acolhimento e a inclusão, especialmente dos alunos com necessidades educacionais específicas.
“O que mais me motiva é contribuir para a formação dessas crianças e desses jovens, pensando na melhoria da qualidade de vida futura deles e de suas famílias.”
Betânia também destacou a importância do trabalho coletivo.
“Nosso compromisso é desenvolver ações que contemplem todos os segmentos da escola, respeitando as necessidades de cada um e fortalecendo o trabalho em equipe.”
Desfile cívico realizado em 1983. Acervo da família Cabral.
Uma história que continua
As imagens dos primeiros anos da escola mostram estudantes desfilando pelas ruas ainda cercadas por sítios e áreas pouco urbanizadas. Hoje, a paisagem mudou. Extremoz cresceu, novos bairros surgiram e a escola tornou-se uma das principais referências educacionais da cidade.
Entretanto, algo permanece inalterado: a missão de educar.
A chegada da nova gestão representa mais uma etapa de uma trajetória iniciada em 1982. Uma história construída por estudantes, professores, servidores, famílias e gestores que, ao longo de 44 anos, ajudaram a transformar a Escola Estadual Almirante Tamandaré em um patrimônio afetivo da comunidade.
Como toda instituição viva, a escola segue se renovando sem perder suas raízes. E assim, entre memórias preservadas e novos desafios, a Tamandaré continua escrevendo sua história. Porque a história da Escola Estadual Almirante Tamandaré continua sendo escrita todos os dias.
Fontes e agradecimentos
A pesquisa histórica utilizada nesta matéria reúne informações publicadas anteriormente pelo projeto Pedalando na História, registros do jornal Diário de Natal de 1982 e documentos relacionados à fundação do Conjunto Estrela do Mar e da Escola Estadual Almirante Tamandaré.
As fotografias históricas foram gentilmente preservadas pela família Cabral e compartilhadas com a comunidade por meio da página Histórias de Extremoz, coordenada pelo pesquisador Ricardo Barros, cujo trabalho de preservação da memória local tem contribuído significativamente para o conhecimento da história do município.
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