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sábado, 18 de maio de 2024

PEDALAR E DESBRAVAR: O SENTIDO DE SE PERDER EM SI MESMO

 

Grupo Desbravadores - Foto: Vale do Silêncio

Segundo o dicionário Priberam, a palavra Desbravar, um verbo regular, pode ter diversos significados. Como verbo transitivo direto pode exprimir a ideia de retirar a bravura, ou seja, amansar. Também pode ser entendida como retirar obstáculos do caminho. Além da noção de explorar locais ou regiões desconhecidas. Já no sentido figurado, pode expressar o sentido de alcançar seus objetivos, ou ainda, preparar um terreno para que o mesmo possa ser cultivado. Seja como for, Desbravar está sempre associado à noção de superação. E como foi dito no pedal, hoje pela manhã, o corpo vai para onde a mente manda.

                Assim, não consigo pensar em um nome mais apropriado para um grupo de pedal. A prática do ciclismo oferece diversas possibilidades de se (Re) conectar com nós mesmos. Seja procurando enxergar a realidade de outras perspectivas, seja procurando outras interações com a natureza, ou ainda, e essa é minha preferida, simplesmente se perder em si mesmo. Nesse momento, os problemas e as preocupações pessoas ficam de lado e dão lugar para o desconhecido, para novas possibilidades existenciais. Seria, talvez, uma espécie de Desbravar a si mesmo. Procurando o que já estava lá e, pela correria do dia-a-dia não conseguimos ver.

                Finalmente, deixo aqui, o meu elogio ao grupo de ciclismo Desbravadores, criado no inicio do Outono desse ano por um grupo de amigos com afinidades em comum. A paixão pelo desconhecido e o amor por explorar diferentes possibilidades de existência. Registrar e aproveitar cada momento das aventuras é a marca registada do grupo. E tudo isso em cima de uma bicicleta. Fico feliz em fazer parte dessa fraternidade do pedal. Por fim, tomo a liberdade de compartilhar com os leitores algumas imagens feitas hoje pela manhã. Não imagens cinematográficas e que impressionam por sua qualidade, antes, imagens que falam mais sobre o estado de espirito de quem as fez do que qualquer outra coisa.

Postes eletrificados caídos pelo caminho

Fogão a lenha usado há gerações

Um lugar novo que conheci graças ao grupo. Chamei de Lago Invisível. O nome está em análise pelo grupo.

A grandeza das coisas simples e pequenas. 








terça-feira, 7 de maio de 2024

SUCESSO “MENINO POBRE” DO MÚSICO MARCONI BRANCO, DE EXTREMOZ, CHAMA ATENÇÃO NAS PLATAFORMAS DIGITAIS

 

O músico, poeta, compositor e escritor, Marconi Branco, lançou a música, Menino Pobre, ainda no final do ano passado e, caiu no gosto do público. A canção vem chamando atenção não apenas nas plataformas digitais, como também é uma das mais pedidas pelo público nas suas muitas apresentações e festivais que tem participado pela capital potiguar e região. “Essa não pode faltar no repertório” disse o artista que recentemente nos recebeu em sua casa em Extremoz-RN para um bate papo sobre o seu trabalho.  

A letra da música Menino Pobre tem um forte componente sociológico, que é uma das marcas nas composições de Marconi. Em um trecho lemos “Quem sabe, se eu conseguir um trocado/Um dia a gente se muda/Para uma vida qualquer”. Denotando a falta de perspectiva daquele ser frágil, vulnerável como uma criança que, já tão cedo, não tem expectativa alguma em sua existência. Um drama social que é trabalhado de forma poética em seu trabalho artístico. Confira o sucesso Menino Pobre, no link abaixo:


https://www.youtube.com/watch?v=26qrPcUlLjs

Sobre o seu trabalho como artista tem realizado importantes parcerias com os produtores, Jackson Melo e Eduardo Talfic. No álbum Duetos, realizado em parceria com músicos de Extremoz gravou com nomes como Elaine Cunha, Renan Benácio, Mili Oliveira, Gilson do Acordeon, Natalia Abade, Vanessa Milk, entre outras parcerias realizadas ao longo de sua extensa carreira. Extremoz tem se destacado na cultura com o surgimento de nomes na música, na literatura, poesia, entre outros.

Da cidade maravilhosa (RJ) para a terra do Grude (RN). Um Carioca que viu, em Extremoz, seu trabalho artístico ser acolhido. Compositor desde os 15 anos, Marconi, transita entre os ritmos Pop ao Samba, sem deixar de lado a regionalidade. Já gravou álbuns como Criança Outra Vez e o EP Duetos, gravado com artistas da cidade de Extremoz.  Marconi é um artista do mundo. Já viajou pelo Brasil e exterior. Uma marca sempre presente nas suas canções é o seu olhar social e humanista. Como é possível perceber as músicas populares - Painel Solar, Dilema da Balança e o sucesso Menino Pobre.


                           Apresentação no Avalon Pub em Ponta Negra. @marconibranco

Confira alguns trechos do nosso bate papo com o compositor, Marconi, sobre o seu mais novo sucesso Menino Pobre:

ORIGEM DA CANÇÃO MENINO POBRE

Surgiu de uma observação social, sobre a condição dos meninos que pedem no sinal. Fazendo o olhar do menino, em primeira pessoa, sobre o que ele sentia e o que ele pensava quando estava pedindo no sinal.

MENSAGEM

A principal mensagem é que “Nada pra pobre é de graça”

O sistema só tem retroalimentado a pobreza e não resolvido.

PARTE TÉCNICA, ARRANJO E GRAVAÇÃO

O Arranjador e toda parte técnica foi feita pelo produtor Jackson Melo no seu estúdio, em Extremoz. O músico Carlinhos Zen, gentilmente veio até Extremoz fazer a gravação da flauta.  Após a produção, foi a vez de enviar o material para os estúdios de Eduardo Talfic para a mixagem e a masterização.  Chegando nesse resultado muito bacana.

SENTIMENTO COM O SUCESSO DA CANÇÃO

O sentimento é de Felicidade. Um sentimento de compreensão. O público está compreendendo nossa mensagem. A pior que pode acontecer a um compositor é não ser entendido.

RECONHECIMENTO DO SEU TRABALHO EM EXTREMOZ

Não tenho nada a reclamar em relação ao reconhecimento do meu trabalho como artista. Extremoz me recebeu de portas abertas e sou muito agradecido. Acredito no potencial cultural dessa cidade.

PLANOS FUTUROS

Podem esperar muita música. Muito trabalho a ser feiro. Apesar de está beirando os 60 anos de idade, me sinto jovem e motivado.

Você pode conferir o trabalho do compositor, Marconi Branco, nas suas principais redes sociais. disponíveis abaixo:

Instagram: @marconibranco

https://www.marconibranco.com/

https://open.spotify.com/track/6ZlPS4FsZVzixtz1Kcti3O?si=tRLrltyUQVaiHozfFbmGSg

https://www.youtube.com/watch?v=26qrPcUlLjs

 


segunda-feira, 6 de maio de 2024

NO RITMO DA INCLUSÃO: A IMPORTÂNCIA DE PROJETOS SOCIAS PARA AS COMUNIDADES

 

                                                     Projeto O Mundo é Para Todos

Não há dúvidas sobre a importância dos projetos sociais, nas suas mais variadas formas e finalidades, e de como eles ajudam a transformar vidas e dar um senso de propósito para quem tem a oportunidade de participar de alguma iniciativa dessa natureza.

Segundo, a acadêmica, Pâmela Souza, Graduada em Engenharia Civil pela Universidade Federal de Juíz de Fora, em Minas Gerais, em texto publicado na plataforma de ensino, Voitto.com, sobre a importância dos projetos sociais para a sociedade é dito que “participar de projetos sociais ajuda a ampliar a nossa visão de mundo, nos ajudando a perceber as diferentes perspectivas de vida existentes e nos torna mais humanos. Afinal, os projetos sociais são trabalhos voluntários que envolvem vários aspectos de deficiência dentro da comunidade”.

Ou seja, não se trata apenas de pensar nessa iniciativa como algum tipo de assistencialismo temporário, mas, de pensar em algo que possa nos transformar enquanto seres humanos. Ou seja, “na maior parte das vezes, os projetos sociais possuem caráter voluntário, objetivando melhorar a qualidade de vida das pessoas impactadas por meio de ações educativas, culturais e, até mesmo, por meio da prestação de serviços médicos e de engenharia, por exemplo. Esses projetos são regulamentados segundo a Lei n° 13.204, de 14 de dezembro de 2015 e são promovidos pelas Organizações da Sociedade Civil (OSC)”. Disse.

Existem diversos tipos de ações que podem ser desenvolvidas nos mais variados segmentos. É preciso sensibilidade para perceber as carências e disposição para colaborar com ações que possam fazer a diferença nas comunidades.

EXPERIÊNCIA EM EXTREMOZ

Você já pensou em usar a capoeira como ferramenta de inclusão? Essa foi a ideia que o professor de capoeira e acadêmico do curso de Educação Física, Adriano Henrique, teve para colaborar com as mães, crianças e famílias que tem uma rotina neuroatípica e que precisam de orientação, informação e de todo apoio possível. O nome do projeto é “O Mundo é Para Todos”. Batemos um papo com o professor Adriano que nos contou um pouco mais sobre a importância doesse projeto na sua vida, os detalhes e bastidores das ações desenvolvidas em Extremoz e, um pouco dos planos futuros, confira;

                  Professor Adriano Henrique

SUA HISTÓRIA COM OS PROJETOS SOCIAS

Minha jornada começou na Vila de Ponta Negra, onde passei minha infância, adolescência e parte da vida adulta. Em 1997, iniciei na capoeira em um projeto de responsabilidade social com o mestre Caio dos Anjos. O papel dos projetos sociais na minha vida como professor de capoeira foi e continua sendo fundamental. Participei de um projeto social que teve um impacto significativo na minha trajetória e sou imensamente grato por isso. Através da capoeira, percebo uma poderosa ferramenta de inclusão, reabilitação e socialização. Hoje, reconheço o quanto esses projetos foram essenciais para moldar quem sou, e por isso, sinto-me compelido a retribuir, dedicando-me a fazer o mesmo por outras pessoas através de projetos sociais similares.

PROJETO SOCIAL E HUMANIDADE

Na minha visão, os projetos sociais têm o poder de melhorar significativamente os seres humanos em diversos aspectos. Essa transformação ocorre através da oferta de oportunidades, educação, apoio emocional e desenvolvimento de habilidades. Ao participar desses projetos, as pessoas são expostas a novas experiências, aprendem a trabalhar em equipe, desenvolvem empatia e solidariedade, além de adquirirem conhecimentos práticos e teóricos que podem ser aplicados em suas vidas pessoais e profissionais. Além disso, o contato com diferentes realidades e pessoas possibilita uma ampliação de horizontes e uma maior compreensão da diversidade humana, contribuindo para uma sociedade mais justa e inclusiva.

PROJETO “O MUNDO É PARA TODOS”

A ideia para a criação do projeto “O Mundo é Para Todos” surgiu através de um convite da fonoaudióloga Kátia Alves. Ela conheceu meu trabalho com crianças através das minhas redes sociais e, sabendo que eu praticava capoeira, me convidou para realizar a capoterapia e avaliar crianças neuroatípicas em uma abordagem terapêutica coletiva. O encontro inicial ocorreu nas ruínas, onde trabalhamos habilidades motoras e musicalidade por meio da capoeira. A receptividade das crianças e das mães foi surpreendente, o que nos motivou a continuar com o projeto.

DESAFIOS E DIFICULDADES

Um dos maiores desafios ao trabalhar com projetos sociais é a falta de compreensão por parte das pessoas. Muitas vezes, o valor e a importância desse tipo de trabalho só são percebidos quando alguém se encontra em uma situação de necessidade. Existem diversos tipos de projetos sociais, desde doações de alimentos até aulas de reforço escolar, abrigos para pessoas em situação de rua e muito mais. Cada um desses projetos enfrenta seus próprios desafios, mas a falta de apoio e compreensão por parte da sociedade como um todo é um obstáculo comum a todos eles. Acredito que é fundamental sensibilizar as pessoas sobre a importância do trabalho social e mostrar como cada pequena contribuição pode fazer uma grande diferença na vida dos mais vulneráveis em nossa comunidade.

PARA COLABORAR COM O PROJETO?

Quem estiver interessado em colaborar com o projeto, basta entrar em contato e marcar uma visita para conhecer de perto nossas atividades e como podem ajudar como voluntários. Além disso, também são bem-vindas contribuições de brindes e outros materiais que possam ser utilizados em nossas ações. Estamos sempre abertos a novas parcerias e formas de apoio para ampliar o impacto do nosso trabalho na comunidade. Pode entrar em contato pelo perfil no Instagram @capoeirapontanegra

domingo, 28 de abril de 2024

COLEÇÃO “PERSONALIDADES EXTREMOZENSES” TEM SUA PRIMEIRA EDIÇÃO LANÇADA

 

                                              Grupo Encantadores de Histórias

No dia de ontem aconteceu o lançamento da 1ª edição da coleção Personalidades Extremozenses - que fizeram e fazem história. O projeto é uma iniciativa do grupo Encantadores de Histórias. O evento foi realizado no espaço Alegria do Saber e contou com a participação de convidados, amigos, figuras públicas e familiares dos homenageados. O grupo é coordenado pela professora e escritora Simone Maria. Ela conversou conosco e falou um pouco sobre como surgiu a ideia e da importância dessa iniciativa para Extremoz.

Simone explicou que a inspiração para o projeto surgiu, ainda no inicio de 2023, após sua participação na coleção Dez Mulheres Potiguares, realizada pela Casa do Cordel. “Pensei em trazer essa iniciativa para homenagear personalidades de Extremoz”, explicou. “Quando apresentei a ideia para o grupo, Encantadores de Histórias foi sugerido que se contemplasse, também, personalidades vivas”. Disse.       Assim, a iniciativa tomou corpo e após muito trabalho de pesquisa, revisão de textos, de rima, da métrica, ilustração, diagramação, impressão, entre outros desafios, foi lançada e agora toda a população poder ter acesso a esse conhecimento que ajuda a contar e valorizar a história de Extremoz.

Nessa edição as personalidades escolhidas foram nove. Sobre o processo de escolha, cada escritor escolheu uma personalidade a ser homenageada;

1 – Área de Góis (Poetisa de Extremoz) – Escrito por Jussiara Soares.

2 – Chico do Ouro (O contador de Histórias) – Escrito por Paulo Gabriell.

3 – Daniel Pinheiro e Sebastão Soares (Primeiras personalidades na gestão da cidade) – Escrito por Valdenor do Cordel.

4 – Dona Sônia (A Grudeira de Extremoz) – Escrito por Marconi Branco

5 – Gorette Barbosa (1ª Mulher na Cultura de Extremoz) – Escrito por Marconi Branco.

6 – Ir. Maria Dionice (Missionária por Amor) – Escrito por Simone Maria.

7 – Joventino Ferreira (O Pretinho) – Escrito por Alessandra Fraga.

8 – Socorro Alves (Um Brado de SOCORRO por Justiça Social) – Escrito por Marilene Gomes.

Um destaque para essa primeira edição é a justa homenagem feitas para três mulheres que estão vivas e fazem parte do imaginário popular na cultura de Extremoz; Professora Gorette, Professora Socorro e Dona Sônia.

Nos versos de Marconi Branco sobre a professora Gorette lemos “Eis que Maria Gorette/Barbosa de Oliveira/Veio ao Mundo/Não veio para brincadeira/Vem com o sangue nos olhos/Pra ser valente guerreira” Ou ainda, nos versos de Marilene Gomes sobre a professora Socorro lemos “Com os seus irmãos mais novos/Iam para a Tomaz Landim/Batendo de porta em porta/Pedindo a Deus por um sim/E quando um peixe vendia/Pra casa ela corria/Com alegria sem fim.”

Fica a dica para adquirir a coleção completa e conhecer mais sobre essas personalidades ilustres da terra do grude. Para fazer a aquisição basta entrar em contato no perfil do instagram: @encantadores_historiasextremoz

As caricaturas são de autoria de Leonardo Ramos e a diagramação e impressão de Valdenor Cordel. Abaixo algumas imagens do evento de lançamento:

                                                               Familiares dos homenageados




segunda-feira, 22 de abril de 2024

FAMILIA DA ESCRITORA IR. MARIA DIONICE É HOMENAGEADA DURANTE SEMINÁRIO EM SUA MEMÓRIA

 

No último final de semana aconteceu, em Extremoz, o I Seminário Ir. Maria Dionice, escritora, historiadora e missionária que publicou, ainda em 1997, a primeira obra sobre a História de Extremoz, que completa quase 30 anos. O evento foi realizado no auditório CEEP Hélio Xavier, no último dia 20 de abril, por ocasião dos 10 anos da sua morte.

O Seminário foi coordenado e idealizado pelo Prof. e escritor Leandro Soares e realizado em parceria com a Academia Extremozense de letras.

O evento que estava sendo muito aguardo foi sucesso de público e muito prestigiado. Estiveram presentes além dos familiares, amigos e admiradores da sua obra muitas autoridades; entre elas, destacamos a presença da prefeita da cidade, Jussara Sales, do Padre Aldo Pimentel, da secretaria de educação, Kátia Borba, das freiras da congregação Filhas de Santana, os parlamentares, Anderson Barbosa, Rilder Jordão, o Ex-prefeito Enilton Trindade e a ex-vereadora Leila Cristina.

O seminário teve a participação de dez palestrantes que se revezaram em torno de três mesas redondas temáticas. Os temas abordados foram à biografia da homenageada com o relato e os testemunhos dos que tiveram a oportunidade de conviver com ela, assim como sobre o pioneirismo e a atualidade da sua obra.

Entre os palestrantes estiveram presentes o chefe do departamento de história da UFRN, o Prof. José Evangelista, o Sócio do Instituto histórico e geográfico do RN, Prof. Luciano Capistrano, O escritor e historiador, Juarez Viana, autor do livro Guajuru: registro da indiferença, A escritora e pesquisadora, Simone Maria, Autora do livro Lendas de Extremoz, o poeta Valdenor do Cordel, a ativista cultural Profa. Maria Gorette, o pesquisador Ricardo Barros, o historiador Antônio Braga, Abimael Silva, irmão da homenageada e editor do Sebo Vermelho. A Ir. Maria José da Congregação Filhas de Santana que esteve com a homenageada em missão da igreja na África, também esteve presente.

Seminário disponível na íntegra no YouTube

Durante o evento a família recebeu o título de Cidadão Extremozense para a Ir. Dionice, de forma póstuma. O título foi entregue pela escritora Simone Maria, pelo Padre Aldo Pimentel e pela Ex-vereadora Leila Cristina, que foi a autora do titulo original, ainda em 2015, e entregue agora de forma histórica à família por ocasião do seminário. Também foi homenageado com o titulo de Cidadão de Extremozense o Prof. Leandro Soares, idealizador do evento e autor da obra “Extremoz em Prosa” livro que apresenta vários aspectos históricos e culturais da cidade, incluindo a biografia da Ir. Maria Dionice. O título foi entregue pela escritora Simone Maria, pelo vereador Rilder Jordão, pelo jornalista e escritor Cefas Cesar, presidente da Academia Extremozense de Letras e pelo Artista gráfico, cineasta e escritor, Prof. Lula Borges.

Além da justa homenagem que faz referência ao passado, Ir. Maria Dionice também recebeu recentemente outra homenagem que aponta para o futuro.  A Câmara Municipal de Extremoz aprovou a indicação que homenageia a escritora, para nomear a nova escola que está sendo construída no bairro Moinho dos Ventos, em Extremoz.

O evento movimentou a vida literária da cidade com a exposição e o lançamento de vários livros. Autores de Extremoz e de outras cidades também estiveram presentes. Após o seminário, foi possível degustar o famoso grude de Extremoz, feito na hora, pelas mãos de Simone e companhia. Durante as sessões de autógrafos a atração cultural ficou por conta do artista, músico e compositor Marconi Branco. Um dia histórico para a cidade de Extremoz proporcionado pela memória e pelo legado da grande Ir. Maria Dionice. Confira a seguir algumas fotos do evento:



















 

terça-feira, 16 de abril de 2024

ESCRITORA IR. MARIA DIONICE SERÁ HOMENAGEADA EM NOVA ESCOLA NO BAIRRO MOINHO DOS VENTOS

 

                                            Imagem: SOARES, L. Extremoz em Prosa, p. 69

Na manhã de hoje a Câmara Municipal de Extremoz aprovou a indicação que homenageia a escritora, historiadora e missionária, Ir. A. Maria Dionice da Silva, para nomear a nova escola que está sendo construída no bairro Moinho dos Ventos.

A indicação nº 050/2024, apresentada pelo vereador Anderson Barbosa, requer que a nova escola localizada no bairro do Moinho dos Ventos receba o nome da Ir. A. Maria Dionice da Silva como forma de homenagear a memória da estimada escritora, historiadora e missionária.

Ainda durante a sessão, o parlamentar agradeceu pela “aprovação em dar o nome da nova escola do Moinho dos Ventos como Ir. A. Maria Dionice da Silva. Sabendo da importância dessa mulher na nossa cidade e na construção da nossa história. Que o nome dela seja eternizado nessa nova escola que será entregue no bairro do Moinho dos Ventos”. Disse.


quarta-feira, 27 de março de 2024

PROJETO DE PRESERVAÇÃO DAS RUÍNAS DE EXTREMOZ É SELECIONADO PELO IPHAN

 

                                                      Ramon Bezerra - Arquiteto e Urbanista 

No inicio do mês foi divulgado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) o resultado do Novo PAC Seleções que contemplou mais de 100 projetos de preservação do Patrimônio Cultural Brasileiro. Extremoz foi um dos selecionados. Noticia completa disponível no link: https://www.gov.br/iphan/pt-br/assuntos/noticias/novo-pac-selecoes-contempla-105-projetos-de-restauracao-do-patrimonio-cultural-do-brasil

Para concorrerem, os projetos deviam comprovar a relevância, o impacto e a viabilidade técnica para a preservação, promoção e valorização do Patrimônio Cultural. O objetivo foi atender projetos de todo o País, que procurem promover o desenvolvimento cultural e permitam a apropriação dos espaços pela população.

Para compreender melhor o que tudo isso significa e entender as próximas etapas que devem ser seguidas, assim como algumas questões de caráter mais técnico e burocrático, conversamos com o arquiteto e urbanista, Ramon Bezerra, autor do projeto selecionado, e que gentilmente conversou conosco e explicou de forma didática e bastante detalhada todo o processo.

Ramon, Atualmente é pesquisador pelo programa de pós-graduação em arquitetura e urbanismo da UFRN. Inicialmente, explicou que o projeto apresentado ao IPHAN é fruto do seu trabalho de conclusão de curso junto ao departamento de arquitetura e urbanismo da Universidade Federal do Semi-Árido (UFERSA), Campus Pau dos Ferros-RN. O trabalho intitulado Manifesto face a inércia: restauro alusivo das ruínas da antiga igreja de São Miguel Arcanjo e convento Jesuíta na cidade de Extremoz/R. Propõe uma intervenção arquitetônica de restauro alusivo na área arqueológica da antiga igreja de São Miguel Arcanjo e do convento Jesuíta na cidade de Extremoz/RN. Foi apresentado e aprovado no final do ano de 2022 com orientação da Professora Dra. Monique Lessa. O trabalho completo está disponível no link a seguir: https://repositorio.ufersa.edu.br/items/98e0e85c-e8a6-4954-879a-a23476939de7

 

SUA RELAÇÃO COM EXTREMOZ

      Explicou ter uma relação íntima com Extremoz. Local onde cresceu e guarda grande parte de suas memórias afetivas. Sobre o interesse em pesquisar o patrimônio histórico, recorda que, ainda jovem, sempre chamou sua atenção a forma como a história de Extremoz era negligenciada pela própria cidade. O interesse pela arquitetura veio da influência do seu pai, pedreiro. . “Reproduzindo os esquemas de plantas que ele fazia”. Disse.


A IDEIA DE TRANSFORMAR O TRABALHO EM PROJETO PARA O IPHAN

Explicou que após apresentar a trabalho para vários órgãos e autoridades da cidade como a prefeitura e a igreja matriz houve um interesse em utiliza-lo como uma proposta de restauro junto aos órgãos de defesa do patrimônio histórico. O primeiro passo foi solicitar o tombamento das ruínas da igreja e do convento dos jesuítas em nível federal para aumentar as chances de ocorrer, de fato, alguma intervenção de caráter arqueológico e arquitetônico. Vale lembrar que atualmente só existe o tombamento em nível estadual, feito ainda em 1990. (Onde os recursos e as equipes de trabalho são mais limitados). Segue imagem da proposta de tombamento cadastrada de tombamento em novembro de 2023, junto ao IPHAN.

                                            Fonte: Iphan.gov.br 

        Em seguida, Ramon, explica que surgiu a oportunidade de submeter a proposta para concorrer ao chamamento público do IPHAN, no Novo PAC Seleções do governo federal e o resultado positivo foi motivo de alegria e orgulho pela trajetória e pelo trabalho realizado.

O QUE ACONTECE AGORA

         Falando, mais especificamente do projeto executivo, o que aconteceu foi a seleção apenas da primeira etapa. Ou seja, o que de fato será feita nas Ruínas da antiga igreja vai depender de estudos realizados por equipe de especialistas multidisciplinar, como arqueólogos, engenheiros, e outros. Uma vez que se trata de uma tarefa minuciosa e interdisciplinar. No entanto as possibilidades de intervenção já estão delineadas pela proposta apresentada. As etapas principais apontadas são:

1 -  Avaliação do potencial Arqueológico (durante a elaboração do

projeto de arquitetura);

2 - Pesquisa Arqueológica (facultativa, a depender da indicação da

primeira etapa);

3 - A utilização dos vestígios (se serão incorporados ao projeto ou

não):

    Os valores contemplados, referente a realização da primeira etapa, estão disponíveis na plataforma do Tranferegov.br de forma pública;

                             Fonte: Transferegov.br

     Sobre um processo de preservação, de acordo com (OLIMPIO, 2020, p. 279) é necessário levantar quatro questões fundamentais: “Por que preservar?”, “Para quem preservar?”, “O que preservar?” e “Como preservar?”. Explica. Nessa medida, Ramon destaca que um projeto dessa magnitude não deve olhar apenas para o aspecto do turismo. Embora seja, sim, um aspecto importante. Ou seja, “o próprio monumento carrega uma carga de valores. A população precisa se apropriar desses valores”. Afirma que “Para além do turismo devemos fomentar o local, a cultura, a identidade e a educação patrimonial. É necessário disseminar a história e a cultura da cidade. Mostrar a riqueza histórica da cidade para o mundo. A educação patrimonial é, sem dúvida, o primeiro passo para esse fomento da identidade local ou da significância cultural”. Disse.

       Citando, Giovane Carbonara, teórico de restauro critico conservativo criativo, linha que se associa. “A restauração é uma questão de equilíbrio e de medida, é mais escuta do que fala ou proposição” É necessário entender o que o bem tem a dizer para podermos intervir e propor algo.

No Projeto intitulado “PROPOSTA PARA PROTEÇÃO E GESTÃO DAS RUÍNAS DA ANTIGA IGREJA DE SÃO MIGUEL ARCANJO E CONVENTO JESUÍTA NA CIDADE DE EXTREMOZ/RN”. São feitas considerações importantes acerca da necessidade, ou não, de uma reconstrução total do bem cultural: “Quando voltamos para as áreas arqueológicas, sendo definidas como testemunho histórico do trabalho humano, se torna pertinente que a intervenção reafirme os valores do bem e auxiliem em sua perpetuação e salvaguarda. Quando conferidas ao restauro arqueológico, tais ações se mostram vantajosas na incorporação da apresentação dos vestígios, a fim de facilitar a leitura e compreensão dos visitantes. Sem haver necessidade de reconstrução.” (FERNANDES, 2023, p. 54)

            O documento conclui que não haveria uma real necessidade de uma reconstrução total do bem cultural, mas intervenções de caráter pontual. Como esclarece o autor “No entanto, não há razões para isso, além de que o reconhecimento como patrimônio cultural foi realizado em seu estado arruinado. Não havendo memória afetiva urgente a ser rememorada ou indicações técnicas que mencionem a atmosfera concreta da igreja e convento em sua totalidade. Além de que a população já reconhece seu valor de antiguidade pelo estado mutilado, pelos usos atribuídos com eventos e visitação constante”.

Abaixo, algumas imagens de como seria algumas das propostas de intervenção. O documento completo com as 91 páginas está disponível no link a seguir: https://drive.google.com/file/d/1pM_2mvPxZdxvQBmZArz2RO7L4Vvp-yWm/view?usp=sharing  





O SENTIMENTO EM RELAÇÃO A ESSE RESULTADO CONQUISTADO

“Sentimento de muito orgulho. Mesmo com a falta de apoio e de incentivo. Muita alegria e muita gratidão. Um feito magnifico. Isso é imensurável. Também é sinal que tem muito trabalho pela frente. O processo é longo e meticuloso”. Desabafa.

VII ENCONTRO NACIONAL DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ARQUITETURA E URBANISMO – USP

Ainda, em 2022, foi apresentado no VII ENANPARQ 2022, USP, um trabalho chamado Entre a Inércia e a Repristinação: Ruínas em Extremoz e Sua Preservação em que o autor fala sobre vários aspectos relacionados a sua pesquisa. Apresentação disponível na íntegra no link a seguir:







 


Câmara de Extremoz aprova criação da Comenda Ir. Ana Maria Dionice

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