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sexta-feira, 28 de junho de 2024

UMA OBRA DE FICÇÃO AMBIENTADA NA ILHA DE FERNANDO DE NORONHA



O Pico - As Crônicas dos Alcanos (vol. 1) é uma obra de ficção que envolve lendas e mitologias ambientadas no arquipélago de Fernando de Noronha. De autoria do escritor noronhense, Ikaro Silvester. Um profundo conhecedor dos aspectos históricos da ilha.

Estivemos visitando a ilha recentemente e aproveitamos para conhecer e bater um papo com o escritor que é nativo da ilha. O bate papo ocorreu na pousada Paraiso do Boldró. Um dos melhores lugares para se hospedar na ilha. O casal Rafaela e Deivson são os melhores anfitriões da ilha. Nossa família se sentiu em casa. Já deixamos a recomendação. 

@paraidodoboldro_noronha

Tomei conhecimento do trabalho do Ikaro por meio da exposição A República do Oceano - que está ocorrendo no memorial Marieta Borges, o museu que fica localizado na Vila dos Remédios – Centro Histórico da Ilha – e que reúne um vasto acervo entre documentos, fotografias e painéis que contam e ajudam a compreender a história da ilha. Vale muito a pena conhecer. E o melhor, a entrada é gratuita.

Sobre a origem do livro, O Pico, escrito ainda em 2019, e que integra uma saga épica de seis volumes, Ikaro, conta que “incialmente o livro seria um volume único, inspirado nas lendas da Alamoa e a Luz do Pico”, que são lendas muitos populares no local. Explica que “Ambas as lendas são semelhantes...para alguns historiadores ela é uma lenda só que em duas versões, para outros mitologistas, vão falar que são duas lendas totalmente diferentes, mas com figurações semelhantes. Ambas as lendas se passam próximo ao Morro do Pico”. Ponto mais alto da ilha. Sobre o propósito do livro, explica que “é despertar curiosidade para quem lé, sejam nativos, visitantes ou turistas, procurar conhecer a história de Fernando de Noronha”.

A famosa praia do Sancho, a Baía dos Porcos, a Ilha Rata ou, a tranquila praia do Cahorro – famosos cartões postais da ilha em todo mundo - estão entre as varias  referencias feitas à ilha paradisíaca. Já fica a sugestão literária pata que os leitores possam se aventurar nas disputas entre os chamados Reinos do Mar e nas batalhas entre as casas Bluesea, Silveryn e os Bathory. Povos que compõem parte da dramaturgia presente na coleção. Uma narrativa cheia de referências históricas a Ilha e que revela o talento precoce do jovem escritor. O livro teve uma grande repercussão na ilha e no continente. No momento os exemplares físicos estão esgotados. Mas a boa noticia é que você pode encontrar toda a coleção disponível de forma digital pela Amazon. Basta acessar o perfil do autor na plataforma.

https://www.amazon.com.br/stores/SrIkaroSilvester/author/B07RYJBHRY?ref=ap_rdr&isDramIntegrated=true&shoppingPortalEnabled=true

 

SINOPSE

"Não é exagero, matar por amor...mas as leis desaprovam! Rainha Cordélia cega pelo poder acaba por desonrar a Coroa de Prata, assassinato debaixo do teto anfitrião é caso de maldição eterna...e foi isso que os Deuses enviaram sobre a Casa Silveryn. Uma irmã orgulhosa, um pirata que roubou sua própria filha e...Imortais de Sangue disputando a Coroa e o Majestoso Trono do Pico. Uma jornada emocionante e épica no universo paralelo da Ilha de Fernando de Noronha!

Nascido na Ilha de Fernando de Noronha, Ikaro Silvester é formado em Direção Cinematográfica pela Academia Internacional de Cinema. Trouxe ao mundo uma série fantástica inspirada nas lendas tanto noronhenses como mitos mundiais, coexistindo em um universo único. O Pico é o começo deste mundo.

 

 













quarta-feira, 12 de junho de 2024

ANA CLÁUDIA TRIGUEIRO: LITERATURA COMO CONVOCAÇÃO EMOCIONAL

 

                                                       Escritora Ana Cláudia Trigueiro

O Pedalando na História bateu um papo com a escritora e psicóloga, Ana Cláudia Trigueiro, autora de uma dezena de obras publicadas, livros premiados e adotados em diversas escolas, bem como obras presentes em bibliotecas de todo o estado.

Entre seus livros de maior sucesso está o romance O Mistério do Verde Nasce de 2018 e que já esta chegando na terceira edição. Uma obra ambientada no vale do Cearamirim na segunda metade do século XIX. Sobre esse trabalho que tem presença garantida nas escolas e nas principais feiras literárias do estado, Ana Cláudia, lembra que “Foi uma paixão desde o primeiro instante. Lembro que se iniciou no exato momento em que vi o túmulo de Emma Campbell, a inglesa que está enterrada no alto da colina, por trás da casa-grande do engenho Verde Nasce. A lápide com inscrições em inglês, o enigma sobre quem ela foi, tudo isso me seduziu de uma forma que mal consigo descrever”.

Um ponto marcante é descobrir que a protagonista, na verdade, é a avó materna da autora. Recentemente li a obra pela terceira vez. Inclusive, as duas edições. Foi uma experiência literária completa. Na obra são tratados, em contexto, temas como Revolução Industrial, a escravidão no Brasil, a diversidade religiosa e a condição feminina nos séculos XIX e XX.

Durante nosso bate papo – a escritora disse que os livros foram seus primeiros brinquedos. Eles sempre estiveram por perto.  Como psicóloga, Ana Cláudia, não esconde sua admiração por filósofos considerados Existencialistas, como Sartre, Nietzsche, Soren Kierkegaard. Entre outros. Além desses, pensadores como Sigmund Freud e André Comte Sponville influenciaram profundamente sua formação humanística.

Sobre sua motivação para a escrita, explica que precisa ter alguma emoção como ponto de partida. Positiva ou negativa, não importa. Mas não acredita ser possível produzir literatura a partir da indiferença. Literatura é de outra ordem para mim. É prazer, convocação emocional, explica. 

Confira um bate papo que tivemos com a escritora, Ana Cláudia:

SUA HISTÓRIA COM A PSICOLOGIA E COM A LITERATURA

A escrita profissional aconteceu na minha vida por causa da leitura. Sou, antes de tudo, uma leitora aficionada. Acredito que seja assim com a maioria dos escritores. 

Meus pais nos incentivavam e se esforçavam para que tivéssemos livros em casa. Como papai vendia desde enciclopédias até literatura infantil, sempre tive clássicos, contos de fadas e lendas brasileiras na nossa estante. Os livros foram os primeiros brinquedos. Depois passei a frequentar bibliotecas públicas e pegar emprestado tudo o que me interessava.

Sobre a Psicologia, sempre fui curiosa a respeito do comportamento das pessoas. Porque elas agiam e reagiam de determinada maneira, quais suas motivações para a alegria, tristeza e raiva.

O QUE A LITERATURA PODE FAZER PELO SER HUMANO

A Literatura torna as pessoas melhores. Sou convicta disso. Sem a poesia, o que seríamos? Quando leio Cora Coralina, Adélia Prado, Mário Quintana, Auta de Souza e José de Castro, a vida me parece encantadora! Florbela Espanca e Jeanne Araújo despertam a mulher apaixonada que há mim. Cecília Meireles remete à menina doce e curiosa que fui. Nos últimos tempos, Conceição Evaristo, Ailton Krenak, Sérgio Vaz e a potiguar Ana Paula Campos, foram experiências literárias transformadoras. Sou uma leitora menos alienada por causa deles.

Charles Dickens, que li na adolescência, me trouxe um panorama realista do estado, da sociedade e das instituições religiosas. Isso contribuiu com a minha formação. Sem Dickens, talvez eu continuasse a enxergar a vida com a utopia da infância.

ORIGEM DO LIVRO “MISTÉRIO DO VERDE NASCE”

O Mistério do Verde Nasce vai entrar em sua 3ª edição agora. Foi uma paixão desde o primeiro instante. Lembro que se iniciou no exato momento em que vi o túmulo de Emma Campbell, a inglesa que está enterrada no alto da colina, por trás da casa-grande do engenho Verde Nasce. A lápide com inscrições em inglês, o enigma sobre quem ela foi, tudo isso me seduziu de uma forma que mal consigo descrever. 

A paixão continuou por cada página escrita e reescrita. Foram meses de madrugadas caminhando pelo belíssimo vale do Ceará-Mirim no começo do século XX, ou viajando imaginariamente para a Inglaterra durante a revolução industrial. O longo tempo na companhia dos personagens os tornaram tão queridos quanto amigos. E Ceará-Mirim, que eu só sabia ter sido o lugar onde minha avó passou a infância, virou um local de afeto. A cidade do RN querida do coração.

O QUE MUDA APÓS ESSE RECONHECIMENTO DO SEU TRABALHO

É muito satisfatório ver meu trabalho chegar aos leitores. A gente pensa que os escritores dão vida aos livros, mas é o leitor quem faz isso. Uma história, presa em um livro empoeirado guardado na estante, é como se estivesse morta e enterrada. Como minhas obras vão para as escolas, as professoras entram em contato comigo e isso é bem legal! São trocas prazerosas demais! Entre elas ir até as instituições educacionais, às bibliotecas públicas, feiras de livros... e conversar com os adolescentes.

As premiações fazem parte da rotina de uma escritora profissional. Ocasionalmente participamos de concursos, editais, prêmios literários e, às vezes, a gente dá sorte e ganha algo. É bacana e ajuda a chancelar a qualidade do que escrevemos.

MAIORES DESAFIOS PARA OS ESCRITORES HOJE

Além das questões econômicas, há o desafio de formar novos leitores no país, tendo em vista que, além de um problema histórico, agora nos deparamos com as tecnologias digitais: as distrações e o tempo que ela toma das pessoas em todas as faixas etárias. Ler histórias e poemas, mesmo que, de maneira virtual, não parece tão interessante quanto jogar games ou assistir vídeos engraçados nas redes sociais, por exemplo. Por fim, as I.A.s trazem uma questão ética que chegará para todas as profissões: a de que podemos ser substituídos por máquinas que dominam, de maneira incrível, a técnica e, principalmente, a magia da escrita. 

 

 

 

 

 

 

 

domingo, 26 de maio de 2024

LIVRO HISTÓRIA DE ESTREMOZ DA IR. MARIA DIONICE VAI GANHAR NOVA EDIÇÃO

A notícia foi dada pelo editor do Sebo Vernelho e irmão da escritora, Abimael Silva, em solenidade de inauguração da nova escola de Extremoz que leva o nome da historiadora.

Atualmente as duas edições já lançadas encontram-se esgotadas. A primeira foi lançada ainda em 1997 e a segunda em 2010. Hoje, são considerados exemplares raros.

Segundo Abimael, o objetivo do lançamento dessa terceira edição é "para que as pessoas possam tomar conhecimento do trabalho pioneiro de Dionice em relação a história da cidade de Extremoz". Disse.

Confira trecho

https://www.instagram.com/reel/C7Y4yIcARaE/?utm_source=ig_web_copy_link&igsh=MzRlODBiNWFlZA==

quinta-feira, 23 de maio de 2024

IR. MARIA DIONICE DÁ NOME A NOVA ESCOLA EM EXTREMOZ

 

         Familiares da Ir. Maria Dionice em solenidade de inauguração da escola que leva seu nome. Foto: Leandro Soares.

Ontem, dia 22, foi inaugurada a nova escola municipal da cidade de Extremoz. Chamada Escola Municipal Ir. Ana Maria Dionice da Silva, localizada no bairro Moinho dos Ventos, mais precisamente no Jardim Botânico, Rua das Túlipas. A solenidade contou com a presença dos familiares da homenageada, de varias autoridades da administração municipal, poder executivo, legislativo, igreja e sociedade civil, bem como a futura equipe gestora da nova escola. A homenageada, Ir. Maria Dionice (1964-2014) foi escritora, historiadora e missionária. Autora do primeiro e, por muito tempo único, livro que conta a história da cidade de Extremoz. Trata-se do livro História de Estremoz, publicado dia 20 de fevereiro de 1997 pela editora do Sebo Vermelho.

Uma importante homenagem para a memória e para a história de Extremoz. Assim, é fundamental que todos possam conhecer melhor a história dessa grande figura humana que foi a Ir. Maria Dionice. Ela, sem dúvida, faz parte da identidade de Extremoz. Como bem disse o historiador e escritor, Juarez Viana, por ocasião do I Seminário Ir. Maria Dionice, realizado em abril desse ano: “A Ir Maria Dionice é símbolo para Extremoz assim como Auta de Souza é para Macaíba, Alzira Soriano para Lages, Celina Guimarães para Mossoró e Nísia Floresta para antiga Papiri”.

A Ir. A. Maria Dionice nasceu em 27 de julho de 1964, no município de Várzea-RN, filha de Maria Rodrigues da Silva e Severino Hércilio da Silva. Como membro da congregação Filhas de Santana desenvolveu um trabalho missionário com a juventude em Extremoz por muitos anos. Dedicou sua vida ao serviço comunitário, serviu na congregação Madre Rosa situada em Extremoz, sempre realizando um trabalho voltado para ajudar os mais carentes. Contribuiu de forma significativa para o resgate da história política, social e religiosa do munícipio. Estudou teologia em Roma. Na pastoral se dedicou muito à infância e adolescência missionária.  

I SEMINÁRIO IR. MARIA DIONICE

O I Seminário Ir. Maria Dionice foi idealizado e coordenado pelo Prof. e escritor Leandro Soares e realizado em parceria com a Academia Extremozense de letras. O seminário teve a participação de dez palestrantes que se revezaram em torno de três mesas redondas temáticas. Os temas abordados foram à biografia da homenageada com o relato e os testemunhos dos que tiveram a oportunidade de conviver com ela, assim como sobre o pioneirismo e a atualidade da sua obra. O evento foi realizado no auditório CEEP Hélio Xavier, no último dia 20 de abril, por ocasião dos 10 anos da sua morte. O evento foi importante para ajudar a divulgar e tornar o nome da Ir. Maria Donice mais conhecida da população que, muitas vezes, desconhecem a própria história. Mais informações sobre o Seminário podem ser conferidas no perfil do Instagram oficial do evento e na matéria completa disponível no link a seguir: @seminariomariadionice2024

https://extremozemprosa.blogspot.com/2024/04/familia-da-escritora-ir-maria-dionice-e.html

LIVRO EXTREMOZ EM PROSA

Confira abaixo, trecho da entrevista com o professor e escritor Leandro Soares por ocasião do lançamento do seu livro Extremoz em Prosa. A obra contém a primeira biografia sobre a Ir. Maria Dionice já publicada. Lançada no início de Janeiro desse ano. Após grande sucesso e repercussão os primeiros lotes encontram-se esgotados. Perfil do escritor no Instagram:

Trecho da biografia da Ir. Maria Dionice. (Livro Extremoz em Prosa do autor Leandro Soares).

@pedalandonahistoria1

https://www.youtube.com/watch?v=-MGOXS3J3_M&t=24s 


A seguir, veja alguns momento da solenidade de inauguração da nova Escola Municipal Ir. Ana Maria Dionice da Silva: Foto por Leandro Soares

Prof. Leandro Soares conhecendo a equipe gestora da nova escola: da direita para esquerda (Samara Magaly, Monica Cintya, Lindiana Araujo e a Secretaria de educação - Kátia Borba).

Autoridades presentes: ao centro, Prefeita Jussara Sales e o Vice-prefeito Izidoro Filho. à esquerda, o irmão da homenageada, Sr. Abimael Silva e o Vereador Anderson Barbosa. À direita a Freira Ir. Maria José (representando a congregação Filhas de Santana) e a secretaria de educação, Kátia Borba.

Ao centro, Sr. Abimael Silva (irmão da homenageada), à esquerda, a escritora Simone Maria e o Poeta Vadenor do Cordel, à direita, o Prof. Leandro Soares.
Irmãs da congregação filhas de Santana com a Escritora Simone Maria

Secretária de Educação, Kátia Borba, com as Irmãs da Congregação Filhas de Santana
                               Familiares da Ir. Dionice já "inaugurando" as novas salas de aula

Placa de inauguração da escola







 



domingo, 19 de maio de 2024

ESCRITORA PREMIADA COM A PALMA DE OURO LANÇA LIVRO COLETIVO COM ESTUDANTES DA REDE MUNICIPAL

 


                                            Escritora Simône Linhares - Coordenadora do CLESLI

Sabemos que sozinhos difícilmente podemos alterar a realidade na qual estamos inseridos. Mas, sem dúvida, existem inciativas singulares e imperativas que podem contribuir para o processo de transformação social por meio da literatura. A professora e escritora premiada, Simône Linhares, tem desenvolvido um trabalho ímpar através do Clube de Leitura Sementes Literárias com estudantes do Ensino Fundamental na Zona Norte de Natal.  

          Simône Linhares é produtora cultural, poetisa, escritora premiada internacionalmente e membro do Coletivo Literário Mulherio das Letras.  Participou da Expo Intenerante da Literarte em Genebra e capitais brasileiras. Tem livros publicados e participações em várias antologias. Destaque para as obras Acorda, conto que dormes!, As Cinco Estações, Mãe de todos nós, dentre outras. Foi vencedora do prêmio Palma de Ouro em Lisboa – Portugal.  O prêmio foi referente ao Concurso da Rede Sem Fronteiras pelo Mundo, Vol.6 na categoria VERSO. A coletânea foi lançada na 91ª Feira do Livro de Lisboa, em 2021.

             Em relação ao projeto literário do Clube de Leitura, já é possível ver os primeiros frutos. Um livro de poemas escritos pelos próprios estudantes. A coletânea “Primeiras Sementes” foi escrito por membros do CL e alunos da Escola Municipal Terezinha Paulino, localizada no bairro Nossa Senhora da Apresentação, Natal-RN. A publicação representa o resultado de um trabalho que tem sido desenvolvido na Escola desde o ano de 2017 com a criação do Clube de Leitura Sementes Literárias (CLESLI).

             A organizadora da obra, Simône Linhares, explica que foi uma experiência muito marcante acompanhar a produção e escrita dos textos desde o seu início, no Clube de Leitura. O trabalho contou com as ilustrações de Katia Cavalcanti, com projeto gráfico de Júlio Salgado, e a revisão de Abel Silvino. O Prefácio ficou por conta da professora e formadora de mediadores de leitura da Secretaria Municipal de Educação de Natal, Miriam Dantas de Araújo. O grupo e a obra foram respaldados por alguns escritores, dentre eles a presidente da Associação Literária e Artística de Mulheres Potiguares, Flauzineide Moura.

Segundo Flauzineide (ALAMP), a leitura da literatura, o compartilhamento dos textos lidos e o fato de se sentirem como parte de uma comunidade de leitores despertou nesses adolescentes a sensibilidade, o gosto estético e o desejo de também expressarem sua realidade, muitas vezes adversa, seus anseios, imaginação e intuição poética através da escrita. O livro revela o protagonismo dos seus autores e o papel transformador da leitura e da literatura.

Dentro do projeto do Clube também ocorre o Seminário de Leitura e Literatura,  que esse ano entra em sua terceira edição reunindo e agregando escritores,  poetas, professores  e amantes da leitura. São 10h de arte e cultura imperdíveis. Um momento muito rico e aguardado por todos.

            Sobre a origem do projeto, Simône lembra que nasceu ainda no ano de 2017, com os alunos "leitores do ano" de 2016. Espontaneamente, alunos do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental II, com idade entre 10 a 16 anos, buscaram se inserir nesse novo espaço na Escola. Disse ainda que à medida que os encontros iam acontecendo, novas descobertas, prazeres, sentimentos, emoções foram fortalecendo o relacionamento entre os alunos leitores e a literatura.

Confira um bate papo que tivemos com Simône:

SUA HSTÓRIA COM A LITERATURA

 A literatura faz parte de minha vida desde criança.  Sempre gostei de ler e meus pais me encantaram com presentes de livros infantis e suas histórias.  Por volta dos 14 anos, comecei a escrever meus primeiros poemas, mergulhei na história das Escolas Literárias, seus escritores e obras - no Ensino Médio.  As artes me atraem. Na universidade, e depois, como professora,  não parei de escrever. Daí,  lancei meu primeiro livro de poesia "As Cinco Estações", em 2007, em meu recital de canto, entrando definitivamente para o mundo da literatura. 

VIVÊNCIA NA ESCOLA TEREZINHA PAULINO

Na Escola Terezinha Paulino  segui com meus projetos culturais com o objetivo de envolver mais os alunos e oportunizá-los a experimentos e vivências diferenciadas que os façam reconhecer a importância do conhecimento,  enquanto cidadão. Na Terezinha o material humano é rico, vibrante  e diverso.

O QUE A POESIA PODE FAZER PELO SER HUMANO

 Quando alguém experimenta a poesia que está nas palavras,  na natureza,  no próprio ser, ela pode mudar várias coisas, pois é arte e, sendo arte, mexe com a emoção de forma positiva.  Atrai, alegra, acalma, instiga, questiona, abraça e por aí vai...

 PRÊMIO PALMA DE OURO EM PORTUGAL

O prêmio da "Palma de Ouro" concedido pela Rede Sem Fronteiras pelo Mundo - um Concurso sério,  que valoriza a sensibilidade  estética e a competência dos escritores  - me trouxe mais credibilidade local, sentimentos de valorização,  reconhecimento,  pertencimento, alegria e também um  "certificado" oficial para a continuidade de meus projetos. 

SOBRE O CLUBE DE LEITURA

O nosso CLESLI se reúne quinzenalmente, aos sábados, das 8h às 11h30, na Sala de leitura da Escola Municipal Profa. Terezinha Paulino (Natal-RN). Está aberto à visitação. 

Contato pelo Instagram @simonelinhares_ 

 

                                                         Livro Primeiras Sementes

                                                   Clube de Leitura Primeiras Sementes 

                                                         Seminário de Leitura e Literatura 

                          Participação da Semana Pedagógica da E.M. Vera Lúcia em Extremoz




sábado, 18 de maio de 2024

PEDALAR E DESBRAVAR: O SENTIDO DE SE PERDER EM SI MESMO

 

Grupo Desbravadores - Foto: Vale do Silêncio

Segundo o dicionário Priberam, a palavra Desbravar, um verbo regular, pode ter diversos significados. Como verbo transitivo direto pode exprimir a ideia de retirar a bravura, ou seja, amansar. Também pode ser entendida como retirar obstáculos do caminho. Além da noção de explorar locais ou regiões desconhecidas. Já no sentido figurado, pode expressar o sentido de alcançar seus objetivos, ou ainda, preparar um terreno para que o mesmo possa ser cultivado. Seja como for, Desbravar está sempre associado à noção de superação. E como foi dito no pedal, hoje pela manhã, o corpo vai para onde a mente manda.

                Assim, não consigo pensar em um nome mais apropriado para um grupo de pedal. A prática do ciclismo oferece diversas possibilidades de se (Re) conectar com nós mesmos. Seja procurando enxergar a realidade de outras perspectivas, seja procurando outras interações com a natureza, ou ainda, e essa é minha preferida, simplesmente se perder em si mesmo. Nesse momento, os problemas e as preocupações pessoas ficam de lado e dão lugar para o desconhecido, para novas possibilidades existenciais. Seria, talvez, uma espécie de Desbravar a si mesmo. Procurando o que já estava lá e, pela correria do dia-a-dia não conseguimos ver.

                Finalmente, deixo aqui, o meu elogio ao grupo de ciclismo Desbravadores, criado no inicio do Outono desse ano por um grupo de amigos com afinidades em comum. A paixão pelo desconhecido e o amor por explorar diferentes possibilidades de existência. Registrar e aproveitar cada momento das aventuras é a marca registada do grupo. E tudo isso em cima de uma bicicleta. Fico feliz em fazer parte dessa fraternidade do pedal. Por fim, tomo a liberdade de compartilhar com os leitores algumas imagens feitas hoje pela manhã. Não imagens cinematográficas e que impressionam por sua qualidade, antes, imagens que falam mais sobre o estado de espirito de quem as fez do que qualquer outra coisa.

Postes eletrificados caídos pelo caminho

Fogão a lenha usado há gerações

Um lugar novo que conheci graças ao grupo. Chamei de Lago Invisível. O nome está em análise pelo grupo.

A grandeza das coisas simples e pequenas. 








terça-feira, 7 de maio de 2024

SUCESSO “MENINO POBRE” DO MÚSICO MARCONI BRANCO, DE EXTREMOZ, CHAMA ATENÇÃO NAS PLATAFORMAS DIGITAIS

 

O músico, poeta, compositor e escritor, Marconi Branco, lançou a música, Menino Pobre, ainda no final do ano passado e, caiu no gosto do público. A canção vem chamando atenção não apenas nas plataformas digitais, como também é uma das mais pedidas pelo público nas suas muitas apresentações e festivais que tem participado pela capital potiguar e região. “Essa não pode faltar no repertório” disse o artista que recentemente nos recebeu em sua casa em Extremoz-RN para um bate papo sobre o seu trabalho.  

A letra da música Menino Pobre tem um forte componente sociológico, que é uma das marcas nas composições de Marconi. Em um trecho lemos “Quem sabe, se eu conseguir um trocado/Um dia a gente se muda/Para uma vida qualquer”. Denotando a falta de perspectiva daquele ser frágil, vulnerável como uma criança que, já tão cedo, não tem expectativa alguma em sua existência. Um drama social que é trabalhado de forma poética em seu trabalho artístico. Confira o sucesso Menino Pobre, no link abaixo:


https://www.youtube.com/watch?v=26qrPcUlLjs

Sobre o seu trabalho como artista tem realizado importantes parcerias com os produtores, Jackson Melo e Eduardo Talfic. No álbum Duetos, realizado em parceria com músicos de Extremoz gravou com nomes como Elaine Cunha, Renan Benácio, Mili Oliveira, Gilson do Acordeon, Natalia Abade, Vanessa Milk, entre outras parcerias realizadas ao longo de sua extensa carreira. Extremoz tem se destacado na cultura com o surgimento de nomes na música, na literatura, poesia, entre outros.

Da cidade maravilhosa (RJ) para a terra do Grude (RN). Um Carioca que viu, em Extremoz, seu trabalho artístico ser acolhido. Compositor desde os 15 anos, Marconi, transita entre os ritmos Pop ao Samba, sem deixar de lado a regionalidade. Já gravou álbuns como Criança Outra Vez e o EP Duetos, gravado com artistas da cidade de Extremoz.  Marconi é um artista do mundo. Já viajou pelo Brasil e exterior. Uma marca sempre presente nas suas canções é o seu olhar social e humanista. Como é possível perceber as músicas populares - Painel Solar, Dilema da Balança e o sucesso Menino Pobre.


                           Apresentação no Avalon Pub em Ponta Negra. @marconibranco

Confira alguns trechos do nosso bate papo com o compositor, Marconi, sobre o seu mais novo sucesso Menino Pobre:

ORIGEM DA CANÇÃO MENINO POBRE

Surgiu de uma observação social, sobre a condição dos meninos que pedem no sinal. Fazendo o olhar do menino, em primeira pessoa, sobre o que ele sentia e o que ele pensava quando estava pedindo no sinal.

MENSAGEM

A principal mensagem é que “Nada pra pobre é de graça”

O sistema só tem retroalimentado a pobreza e não resolvido.

PARTE TÉCNICA, ARRANJO E GRAVAÇÃO

O Arranjador e toda parte técnica foi feita pelo produtor Jackson Melo no seu estúdio, em Extremoz. O músico Carlinhos Zen, gentilmente veio até Extremoz fazer a gravação da flauta.  Após a produção, foi a vez de enviar o material para os estúdios de Eduardo Talfic para a mixagem e a masterização.  Chegando nesse resultado muito bacana.

SENTIMENTO COM O SUCESSO DA CANÇÃO

O sentimento é de Felicidade. Um sentimento de compreensão. O público está compreendendo nossa mensagem. A pior que pode acontecer a um compositor é não ser entendido.

RECONHECIMENTO DO SEU TRABALHO EM EXTREMOZ

Não tenho nada a reclamar em relação ao reconhecimento do meu trabalho como artista. Extremoz me recebeu de portas abertas e sou muito agradecido. Acredito no potencial cultural dessa cidade.

PLANOS FUTUROS

Podem esperar muita música. Muito trabalho a ser feiro. Apesar de está beirando os 60 anos de idade, me sinto jovem e motivado.

Você pode conferir o trabalho do compositor, Marconi Branco, nas suas principais redes sociais. disponíveis abaixo:

Instagram: @marconibranco

https://www.marconibranco.com/

https://open.spotify.com/track/6ZlPS4FsZVzixtz1Kcti3O?si=tRLrltyUQVaiHozfFbmGSg

https://www.youtube.com/watch?v=26qrPcUlLjs

 


Câmara de Extremoz aprova criação da Comenda Ir. Ana Maria Dionice

  Honraria reconhecerá pessoas que contribuem para a preservação da história, cultura e memória de Extremoz. A Câmara Municipal de Extremo...

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