Em sua edição de 28 de janeiro de 1982, o jornal Diário de Natal,
noticiava a inauguração do conjunto Estrela do Mar em Extremoz-RN. Eram 500 casas destinadas ao pessoal da
Marinha (civil e militar). Estavam presentes
na solenidade o Ministro da Marinha - Almirante de Esquadra Maximiano Fonseca,
responsável pela criação do Corpo Auxiliar
Feminino da Reserva da Marinha em 1980, o
então governador do estado Lavoisier
Maia, o comandante do 3º distrito naval –
vice-almirante Dimas Lopes, prefeito da capital potiguar - José Agripino, além de representantes do
sistema financeiro habitacional.
Em conversa com um dos antigos moradores do conjunto e
militar da marinha na reserva, o amigo Armando Carlos, sendo um dos primeiros a
adquirir imóvel no local ainda pelo ano de 1984, nos relatou que o Estrela do Mar havia sido concebido
inicialmente para ser uma Vila Naval, o que acabou não se confirmando. Ainda,
segundo Carlos, a própria Escola Estadual Almirante Tamandaré, construída juntamente com o conjunto, teria sido administrada nos primeiros anos pela
própria marinha, havendo inclusive um veículo do tipo Kombi (Volkswagen) que
dava apoio à escola. A escola recebe o nome em homenagem ao patrono da Marinha, Joaquim Marques Lisboa, o Almirante Tamandaré (1807-1892). Alguns anos depois, por volta da segunda metade da década
de 80, a escola passaria a administração do estado.
Abaixo temos a capa da escritura do imóvel, que o colega adquiriu ainda em 1984 - cedida gentilmente. É possível observar no documento o timbre da Marinha do Brasil.
* Capa escritura do imóvel no Conjunto Estrela do Mar, 1984. (Acervo Pessoal)
Ainda de acordo com
a matéria, o projeto habitacional – construído com
apoio do governo estadual no tocante à infraestrutura, contava com áreas de lazer, pátios de feira, campos de
futebol, quadra de esportes, escola, posto
de saúde, e creche. Foram investidos no total Cr$ 876 milhões de
cruzeiros. Quase 40 anos depois de sua
inauguração muita coisa mudou, mas as memórias e histórias permanecem presentes
nas relações afetivas que muitos moradores de Extremoz tem com o Estrela do Mar.
Independente de como
legalmente deva-se chamar, taxa, imposto, tributo, ou seja, lá como for, uma
coisa é certa, faça chuva ou sol, você vai “contribuir” mensalmente com, pelo
menos, 15% da sua conta de energia para a prefeitura da sua cidade cuidar, manter
e zelar pela iluminação pública de todo o município.
O tema sempre foi motivo
de debates e algumas polêmicas desde a sua criação em 2002 por meio da emenda constitucional
39 de 19/12/2002, que acrescentou o artigo 149-A ao texto da carta magna. Em
que lemos:
“Os Municípios e o Distrito Federal poderão
instituir contribuição, na forma das respectivas leis, para o custeio do
serviço de iluminação pública, observado o disposto no art. 150, I e III. ”
Desde então os municípios atualizaram seus respectivos códigos tributários
tendo em vista otimizar a arrecadação desse precioso tributo – que bem
diferente do IPTU, não é passível de inadimplência – sob pena da suspenção da
prestação do serviço.
E por aqui em terras potiguares não é diferente. Em 2017 na capital potiguar o MP deflagrou a Operação Cidade Luz, que investigou o
desvio de dinheiro da SEMSUR (Secretaria Municipal de serviços Urbanos),
envolvendo diretamente a prestação de serviços de iluminação pública. Afastando
à época o então presidente da Câmara Municipal de Natal. Veja matéria da
operação completa no link a seguir: https://g1.globo.com/rn/rio-grande-do-norte/noticia/mp-denuncia-raniere-barbosa-e-mais-oito-na-operacao-cidade-luz.ghtml
Um ano depois é a vez de Caicó ver o MPE deflagrar a operação Tubérculo, que chegou a prender o
prefeito, vereadores e lobistas da capital do Seridó. Ambas operações
desdobraram na Operação Blackout, que
culminou na CEI (Comissão Especial de Inquérito) para investigar e apurar
responsabilidades sobre supostos desvios envolvendo a COSIP (Contribuição Serviço
de Iluminação Pública). A seguir matéria completa: http://www.tribunadonorte.com.br/noticia/prefeito-de-caica-a-preso-em-operaa-a-o/421310
Meu objetivo em rememorar tais escândalos não é – de forma alguma – de demonizar
a classe política – pois sabemos que existem pessoas serias que tentam fazer um
trabalho decente em todas as áreas públicas. O propósito é, antes, lembrar nosso
papel de cidadão em participar, acompanhar e cobrar transparência e prestação
de contas dos gastos públicos, até mesmo porque saem do nosso bolso. O cidadão
não deve se omitir em ter uma participação mais ativa frente aos gastos
públicos da sua cidade, a iluminação pública é apenas um exemplo.
INICIATIVAS
POSITIVAS
Algumas iniciativas positivas sobre a questão da “taxa” da iluminação
pública merecem destaque a fim de compartilhar algumas experiências que tem como
objetivo racionalizar o tema. Por exemplo, em 2019, na cidade de Divinópolis em
MG – a Câmara Municipal aprova projeto de lei que isenta de pagar a
contribuição da iluminação pública os moradores que não tem a prestação do
serviço e tem suas ruas ás escuras. Trata-se do projeto de lei nº 03/2018 que
altera o código tributário da cidade.
Na cidade de Ceará-Mirim-RN, em 2019, a Câmara Municipal aprovou projeto
de lei que determina que a prefeitura divulgue mensalmente os valores arrecadados
com a COSIP mensalmente.
Em Natal, talvez em decorrência dos últimos escândalos no setor da
iluminação pública na cidade, parlamentar chega a propor a extinção da taxa de
iluminação pública. As razões seriam, a falta de transparência na aplicação do
dinheiro arrecadado, necessitando, assim, de uma revisão, ou, até mesmo, sua
extinção.
E POR
EXTREMOZ?
Aqui por Extremoz a situação parece bem tranquila e sem maiores
dificuldades. Segundo o portal de notícias “portalextremoz” em matéria
publicada no final do ano passado, mais precisamente no dia 21 de dezembro de
2020, o município vem superando as expectativas orçamentárias quando o assunto
é arrecadação da taxa de iluminação pública. A arrecadação, segundo portal da
transparência estava em torno de 3,4 milhões de reais só em 2020. Se os
recursos arrecadados estão sendo suficientes, ou mesmo, bem geridos cabe a
população se pronunciar. De resto, fica nossa torcida para que os atuais
gestores possam fazer diferente e mostrar retorno de mais um imposto que o
cidadão paga e dificilmente ver o retorno devido. Matéria completa disponível aqui;
https://portalextremoz.com.br/prefeitura-de-extremoz-arrecadou-mais-de-34-milhoes-para-iluminacao-publica-em-2020/
Muitos mistérios e lendas
existem em torno da verdadeira história desse local que tem atraído cada vez
mais visitantes à região que fica localizada no coração do Seridó Oriental Potiguar,
mais precisamente, a cidade de Currais Novos no RN.
Foto:
http://www.guinerario.com.br/
Localizado no geosítio do
município, distando em torno de 190 km de Natal, o local conhecido como Pedra do Sino está situado na Lagoa do Santo
e tornou-se famoso por ser uma formação geológica que emite, literalmente, o
som de um sino de igreja. O local fica há uns 10 km do centro da cidade. De
acordo com guias locais, a pedra servia de meio de comunicação entres os povos
indígenas, sobretudo, os Cariris e tinham diferentes significados. Algumas
teorias cientificas argumentam que o som poderia ser provocado pela grande
quantidade de poros presentes na estrutura geológica da rocha, a propagação do
som e em função de não estar totalmente em contato com o solo. Apesar de
algumas explicações, não faltam crenças, lendas da população, e até mesmo associações
com alienígenas para tentar explicar o fenômeno. Permanecendo, assim, o
mistério e atraindo um número cada vez maior de visitantes.
De acordo com o documentário
produzido pela TV Tribuna, dirigido pela jornalista Cledivânia Pereira e com
reportagem de Luiz Henrique, na década de 1990 o geosítio passou a ser de
grande interesse cientifico e geológico, já a partir de 2010 com a criação do projeto
Geoparque Seridó (projeto de extensão
da UFRN) o local ganha imenso valor cultural e histórico para a região. O
turismo no local tem perfil pedagógico e cientifico, atraindo escolas do ensino
básico e estudantes de geologia, geografia e turismo – principalmente. Segundo
o coordenador do Geoparque Seridó, o
professor e geólogo Marcos Nascimento da UFRN, o Geoparque abrange um total de
seis municípios (Cerro Corá, Lagoa Nova, Currais Novos, Acari, Carnaúbas dos
Dantas e Parelhas) e já se credencia a ser o mais novo Geoparque do Brasil e um
dos poucos de toda a América Latina, reconhecidos pela Organização das Nações Unidas
para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO).
A cidade abriga, ainda,
em seu geosítio outras atrações como Pico do Totoró - com seus 273 metros de
altura - e a Pedra do Caju. Sem contar com a famosa Mina Brejui que teve seu
apogeu durante a segunda guerra mundial, visitada frequentemente, já traiu mais
de 20 mil visitantes nos últimos anos.
Enquanto você prepara as
malas para ouvir esse som de perto e tentar descobrir que som é esse, vale a
pena dar uma conferida no excelente documentário produzido pela TV Tribuna e se
maravilhar com as belíssimas imagens feitas pelo grande fotógrafo Alex Régis. Parabéns
a todos pela belíssima produção.
O ano de 2020 foi marcado
por uma série de desafios impulsionados, sobretudo, pela questão da pandemia.
Mudanças na rotina e quebra de paradigmas puderam ser sentidas em diversas
áreas e com a educação não foi diferente. Desde a suspensão das aulas em meados
de março no país o Ensino Remoto
acabou sendo a única solução para muitas instituições de ensino. O que
significou, por sua vez, um grande desafio para alunos e professores. A
necessidade de repensar modos de aprendizado, alteração na rotina e ainda, uso
de novas tecnologias, estão entre os principais exemplos.
ENSINO REMOTO: O QUE É ISSO?
Primeiro é importante
destacar que ensino remoto não é EaD. Alguns termos ainda confundem um pouco, vamos
tentar apresentar de forma simples as principais semelhanças e diferenças de
alguns termos que vem sendo utilizados nesse novo contexto que passa a
educação. Termos como; Ensino a Distância (EaD), Ensino Hibrido, Ensino Remoto
Emergencial e o Ensino Remoto Intencional podem gerar algumas dúvidas sobre seu
significado.
ENSINO
A DISTÂNCIA (EaD)
O ensino a distância não
é tão novo como alguns podem pensar e já existe, pelo menos, desde a primeira
metade do século XVIII com os cursos por correspondência iniciadas nos Estados
Unidos e, em seguida, se espalhando por outros países. No Brasil, só a partir
do início do século XX que teremos os primeiros cursos por correspondência. A
partir da década de 1940 o famoso Instituto Universal Brasileiro se torna uma
importante referência na formação profissional. Com o surgimento da internet a
modalidade EaD ganhou ainda mais importância e presença nos vários níveis de
ensino do país.
Entre os principais
aspectos presentes hoje no ensino EaD estão a massificação do seu conteúdo, ou
seja, existe uma plataforma padronizada com videoaulas, vídeos tutorias,
diversos suportes e materiais pedagógicos, além do professor conteudista, temos
a presença de um tutor responsável por tirar dúvidas.
ENSINO REMOTO (EMERGENCIAL E INTENCIONAL)
Nesse
formato temos um modelo que é usado, inicialmente, em situações de graves
crises. Segundo Eucidio Pimenta da UFMG, em artigo publicado em maio de 2020
sobre a educação remota emergencial e publicado na revista Em Rede, o ensino remoto é uma mudança temporária da entrega de
conteúdos curriculares para uma forma de oferta alternativa, devido à situação
da crise. Envolve o uso de soluções de ensino totalmente remotas para as aulas
previamente elaboradas no formato presencial, podem ser combinadas para
momentos híbridos ao longo da crise, em situações de retorno parcial aulas e
quantitativo de alunos e possuem duração delimitada pelo tempo em que a crise
se mantiver. Entre os principais aspectos presentes no ensino remoto
emergencial estão a personalização, a aula em tempo real, substituição da carga
horária presencial, permanência do mesmo professor e ainda, uma interação mais
frequente.
Segundo Michael Horn,
autor do livro Blended: usando a
inovação disruptiva para aprimorar a educação de
2015 e considerado uma das principais referências no chamado Blended Learning
(Ensino Hibrido), uma das principais vantagens desse formato seria a
possibilidade de o estudante ter o seu próprio ritmo de aprendizagem.
Nesse sentido, o ensino hibrido, que tem
os momentos síncronos e assíncronos como elementos constitutivos do processo de
ensino, seria a junção do formato presencial com o online. Cada qual com seus
próprios objetivos de ensino aprendizagem.
ENSINO REMOTO NO BRASIL E NO RIO GRANDE DO
NORTE
Após a aprovação pelo
Conselho Nacional de Educação e do Ministério da Educação em adotar o ensino
remoto no país muito problemas foram escancarados, como a grande desigualdade
existente no que se refere ao acesso dos alunos as aulas disponibilizadas pela internet.Segundo pesquisa PNAD divulgada em abril de
2020 mostrou que mais de 46 milhões (25,3% da população) pessoas não tem acesso
à internet, ou seja, 1 em cada 4. Nas áreas rurais esse percentual chega a
53,5% e nas áreas urbanas 20,6%. Esses números apresentam apenas uma parte do
desafio em alcançar todos os alunos com as atividades remotas. Sem contar,
claro, com outros diversos problemas causados pela pandemia.
Por aqui no Rio Grande do
Norte a Secretaria Estadual de Educação divulgou em dezembro de 2020, que pouco
mais de 50% dos estudantes da rede tiveram acesso aos conteúdos
disponibilizados pelos professores no formato remoto. O que aumenta o desafio
para que nós, professores, possamos pensar estratégias criativas para alcançar
um número maior de alunos por meio das diversas plataformas existentes
atualmente como o Google Meet (plataforma de videoconferência), YouTube (para
produção e compartilhamento de aulas), Google Forms (Plataforma de
gerenciamento de pesquisa), o Google Classroom, as próprias redes sociais, o
popular WhatsApp para dinamizar a comunicação entre as turmas e a escola, e outros
diversos recursos existentes.
Aula síncrona em
turma do 3º ano do Ensino Médio em videoconferência pelo Google Meet
PRÁTICA PEDAGÓGICA NO ENSINO REMOTO
Em relação a todos os
pontos relatados até aqui, temos apenas uma certeza; não há receita pronta para
transpor tantos desafios. É necessário ressignificar o papel do professor e do
aluno. O que temos é o empenho e o esforço de vários professores que mesmo sem
as condições adequadas se desdobram para fazer o possível e tentar alcançar o
máximo de alunos nesse momento histórico em que vivemos.
São muitos os exemplos de
boas práticas pedagógicas aqui mesmo em nosso estado com tantas carências e de várias
ordens. Gostaria de convidar os colegas professores, se possível, a
compartilhar um pouco de suas experiências, produções e iniciativas nesse
contexto de ensino remoto. De forma singela deixo aqui uma pequena contribuição
que foi a produção de uma série de vídeos sobre os principais pensadores e sistemas
teóricos em Filosofia que tem certa recorrência no ENEM para auxiliar meus
alunos do ensino médio de forma assíncrona, além dos encontros síncronos e as
muitas interações realizadas pelas diferentes plataformas ao longo do ano de
2020. Por fim, afirmo, podemos errar, podemos acertar, mas certamente não ficaremos
parados.
Link para a aula nº 1 <https://www.youtube.com/watch?v=CQBDepjnf1Q&t=20s>
Aula 1 - Filosofia de Epicuro no ENEM [Ensino Remoto]
Nessa aula faremos uma breve introdução e abordaremos as ideias gerais do pensador com resolução de questões do ENEM a fim de nos familiarizarmos com o conteúdo.
No canal você encontra a série completa (até o momento), outros projetos pedagógicos, bem como a produção de alunos de varias turmas e anos anteriores.
Em 1838 era
fundado o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB) no Rio de janeiro
durante o chamado período regencial. Passaria a ter o imperador D. Pedro II como
um dos membros mais ativos e seu patrono. Um dos seus grandes objetivos era o
de estabelecer um projeto de nação para o país. Seguindo sua influência é fundado em 1902 o Instituto
Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte (IHGRN) a mais antiga instituição
cultural do estado, e também chamada por muitos de casa da memória. Esse ano o instituto completa a marca dos 118 anos em plena
atividade.
Entre seus
fundadores e sócios estão figuras emblemáticas da história política, jurídica,
econômica e cultural do estado como Augusto Maranhão, Tavares de Lyra, Câmara
Cascudo, Henrique Castriciano, entre muitos outros. O instituto preserva um
acervo valiosíssimo para a memória do nosso estado. Abriga em seu acervo, um
arquivo, um museu, uma biblioteca com mais de 50.000 mil títulos, auditório e
galeria para exposições. Entre as peças que chama atenção no museu está o
brasão da antiga igreja de Extremoz.
Fonte:
https://ihgrn.org.br/instituicao/acervo
Desde a sua fundação o instituto publica uma revista anual contendo
vários estudos e pesquisas de interesse, sobretudo, da historiografia potiguar.
Entre os documentos preservados estão manuscritos do período colonial, imperial
e da república. O primeiro volume da revista data do ano de 1903. Graças a uma
parceria entre o instituto e o departamento de História da UFRN parte desse
acervo começa a ser digitalizado, o que facilita a pesquisa e o acesso dessa
documentação para os estudiosos, pesquisadores e interessados em geral na
cultura e na história do nosso estado. No total já são 99 volumes publicados e
todos estão disponíveis gratuitamente na plataforma do Repositório do
Laboratório de Imagem (LABIM) da UFRN e sediado no departamento de História.
Trabalho árduo, mas recompensador. As revistas podem ser conferidas no link a
seguir: http://repositoriolabim.cchla.ufrn.br/
Por fim, fica o convite para conhecer essa tão distinta instituição que,
apesar das inúmeras dificuldades e desafios continua mantendo uma tradição secular
em nossa cidade. O instituto está localizado no centro histórico da capital
potiguar, entre a antiga catedral de Natal e o Palácio da Cultura. As portas do
IHGRN estão abertas para recebê-lo.
Na
cidade de Lajes, região do semiárido potiguar, existe um túnel de aproximadamente
200 metros de comprimento que foi construído no início do século XX para
receber o ramal da estrada de ferro central do Rio Grande do Norte. Seu
objetivo seria ligar a região central com o Seridó (Lajes-Caicó).
*Fonte: Conversando com
Augusto Maranhão – A Estrada de Ferro Inacabada
O local não é muito conhecido
mesmo entre aqueles entusiastas da história do RN. Um dos elementos que mais
intrigam é a maneira como o projeto foi abandonado, deixando para trás pontilhões,
fendas entre rochas e o túnel abandonado. Segundo o escritor Wagner Rodrigues,
existe na região em torno de trinta espigões, destinados a receber uma ponte de
ferro inglesa (que não chegou a ser construída) nos moldes – tudo indica - da ponte de ferro do Igapó na capital.
Segundo o historiador
Cícero Lajes o túnel tem atraído cada vez mais aventureiros para conhecer, não
apenas a cidade, mas também outros locais encantadores da região como serras e
trilhas. O livro Dos Caminhos da água aos
caminhos de Ferro do pesquisador Wagner Rodrigues é prova da riqueza que é a história ferroviária potiguar.
O local, sem dúvida, é um
convite para uma bela expedição de Bike com a turma. Alguns grupos de pedal,
trilha e off road já se aventuraram e garantem que a experiência é indescritível.
Agora vamos tentar encontrar alguém para compartilhar mais essa aventura. rs rs
É possível conferir o
túnel e as outras obras inacabadas do projeto no programa Conversando com Augusto Maranhão – A Estrada de Ferro Inacabada, disponível no YouTube pelo link a
seguir;
Ainda me lembro do
primeiro pedal que participei com o grupo de Extremoz. Foi exatamente no sábado
dia 3 de agosto de 2019 (se o Strava não estiver me enganando rs). Estava
voltando a pedalar após um longo período de molho do esporte em função do susto
causado após uma queda em uma ladeira no bairro das Quintas.
Bicicleta comprada há
pouco tempo, ainda me adaptando as novidades, inclusive tecnológicas – no meu
tempo não se usava aplicativos – fui apresentado ao famoso Strava. Como todo início,
as vezes os micos são inevitáveis. Estava participando do grupo há pouco tempo
e aguardava a publicação de uma rota (semanal) que eu tivesse condições de
acompanhar o pessoal (e essa rota nunca chegava rs). Meus primeiros 43km de
pedal em grupo durou, nada mais nada menos, que 38 horas!! Tomei um susto!! Só
bem depois que descobri ter deixado o aplicativo ligado até o outro dia. rs rs
O tradicional pedal do Caldo de Cana para o mercado de
Ceará-Mirim, sem dúvida, foi um dos momentos mais prazerosos nesse retorno aos
pedais. O Mercado Público de Ceará-Mirim foi fundado ainda no ano de 1881, nessa
época a feira livre ocorria na parte de fora do mercado, apenas após a
proclamação da república que seria transferida para dentro do novo prédio, em
1889. O prédio se encontra tombado pela fundação José Augusto desde o ano de
1984. Simboliza hoje um dos principais pontos turísticos da cidade que Extremoz
já fez parte. Sobre o Caldo de Cana
do mercado, quem experimenta sempre sai satisfeito, pois o copo nunca fica
vazio. Se você ainda não sabe do que estou falando, precisa ter essa
experiência gastronômica o quanto antes rs.
Escrevo esse singelo
texto em forma de agradecimento aos colegas que tornaram essa primeira
experiência possível. Afinal, de lá para cá, esse negócio de pedalar virou um
vício (saudável) e já acumulou muitas novas amizades e inúmeras histórias para
contar. Nesse dia estávamos em oito ciclistas e faço questão de nomina-los; participaram
os colegas Armando Carlos (sub), João Oliveira, Paulo (Paulinho), Soares (Dedé), Cardoso, João Morais,
Daniel (ciborgue) e esse que vos fala. Vamos girar!