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sexta-feira, 12 de março de 2021

BICICLETA E O IMPACTO NA QUALIDADE DE VIDA

 

*Passeio pele centro da capital Potiguar

Já considerou ir de bicicleta para o trabalho? Se não, o que poderia fazer você mudar de ideia? A bicicleta combina com a necessidade de locomoção individual, evita aglomeração no transporte público e promove rápida adaptação ao importante distanciamento social, entre outros benefícios.

A bicicleta vem sendo um meio de transporte cada vez mais utilizado, seja para ir ao trabalho, pela prática esportiva do ciclismo, ou mesmo por lazer. Independentemente do modo de uso os ganhos em termos de qualidade de vida são diversos. A atividade física pode ajudar na redução de custos por doenças crônicas o que acaba reduzindo despesas com tratamento de doenças crônicas. Como aponta artigo publicado pela pesquisadora Renata M. Bielemann da UFPel na revista brasileira de atividade física e saúde, em seu volume de nº 15. Segundo a pesquisadora; em relação à atividade física, muito já se sabe sobre o papel do comportamento ativo na prevenção e tratamento das doenças crônicas.  Especificamente sobre o envolvimento com o diabetes, um estudo de intervenção em indivíduos não-diabéticos encontrou uma redução de 58% na incidência de diabetes tipo 2 no grupo de modificação no estilo de vida – perda de pelo menos 7% do peso e prática de atividade física de pelo menos 150 minutos semanais – em relação ao grupo placebo em indivíduos não-diabéticos. Além disso, um estudo brasileiro mostrou que um ano de intervenção com exercícios foi capaz de reduzir em 25% a utilização de medicamentos e em 35% os custos ambulatoriais de mulheres hipertensas.

Apesar das muitas dificuldades encontradas para o deslocamento de bicicleta de forma segura, como falta de ciclovias, ciclofaixas, ciclorotas, sinalização e, sobretudo, iluminação durante a noite, o número de usuários das bicicletas tem aumentado bastante. Segundo levantamento feito pela Aliança Bike as vendas de bicicletas aumentaram 118% nos últimos meses. Um aumento bastante expressivo e que se justifica, em alguma medida, na busca por um modal de transporte barato, biologicamente seguro e com valor agregado em relação a qualidade de vida. Esse aumento nas buscas acabou, em muitas lojas, inflacionando os preços tanto das bicicletas como das peças e serviços especializados.

Segundo a Associação de Ciclistas do RN (ACIRN) o certo é que devido ao caos no trânsito das grandes cidades, o deslocamento por bicicleta para distâncias de até 10 km é viável e se gasta praticamente o mesmo tempo que o automóvel. Se comparar com o transporte público então. A falta de respeito e de educação no trânsito ainda é um obstáculo ao uso da bicicleta, como também a falta de conhecimento do Código Brasileiro de Trânsito, que, ao contrário do que muitos acreditam, valoriza essencialmente a vida, não o fluxo de veículos. Quanto mais incentivo ao uso da bicicleta melhor.  A expansão das redes cicloviárias, certamente, poderia estimular que mais pessoas utilizassem a bicicleta, seja como meio de transporte, esporte ou lazer. Vamos pedalar?


sexta-feira, 26 de fevereiro de 2021

QUEIMADAS EM EXTREMOZ E OS RISCOS PARA A SAÚDE

 

  *As ocorrências não respeitam horário, dia ou noite.

Recentemente muitos relatos de incêndios em terrenos e mato tem ocorrido em Extremoz. É fundamental que as autoridades responsáveis ajudem no combate a esse grave problema. Promover educação ambiental junto à população e intensificar a fiscalização são necessários. Muitos municípios têm legislações especificas bastante severas para punir essa prática. Em Campo Grande (MS), por exemplo, a prática é punida com multas que variam entre R$ 2.339,00 e R$ 9.356,00. A população pode ajudar denunciando e assim, facilitar o trabalho de monitoramento das áreas onde as queimadas ocorrem com maior frequência.

Importante lembrar que essa prática configura crime ambiental, mesmo ocorrendo em terreno particular, segundo a lei nº 9.605 de 1998 em seu artigo 54, que diz: Causar poluição de qualquer natureza em níveis tais que resultem ou possam resultar em danos à saúde humana, ou que provoquem a mortandade de animais ou a destruição significativa da flora:

Pena - reclusão, de um a quatro anos, e multa.

§ 1º Se o crime é culposo:

Pena - detenção, de seis meses a um ano, e multa.


*A presença do corpo de Bombeiros está cada vez mais frequente na cidade em função do aumento de casos.

                                   

Em contato com o corpo de bombeiros militar do RN sobre a situação das queimadas por aqui em Extremoz, foi chamado atenção para o clima seco que acaba por agravar e ampliar os riscos de incêndios e doenças respiratórias. O que, sem dúvida, pode ter contribuído para o aumento das ocorrências verificados nas últimas semanas aqui pelo município, independentemente da localidade.

 Em outras cidades muitos incêndios começaram com uma simples queima num terreno baldio, no quintal de casa, e acabam consumindo casas e até vidas, sendo a principal consequência desse crime. Sem falar nas muitas doenças provocadas ou agravadas como bronquite, asma, sinusite, irritação nos olhos entre outros problemas respiratórios causados pela fumaça. Crianças e idosos estão entre as principais vítimas. O problema ganha contornos dramáticos no atual contexto de pandemia da Covid-19 e clama por alguma iniciativa do poder público.

Aqui, fica o apelo desse colunista para que os indivíduos respeitem a legislação e não pratiquem esse crime, o qual pode trazer consequências não só para quem o pratica, mas para a população como um todo.


sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021

CONJUNTO ESTRELA DO MAR: QUASE 40 ANOS DE HISTÓRIA

 


Em sua edição de 28 de janeiro de 1982, o jornal Diário de Natal, noticiava a  inauguração  do conjunto  Estrela do Mar em Extremoz-RN.   Eram 500 casas destinadas ao pessoal da Marinha (civil e militar). Estavam presentes  na solenidade o Ministro da Marinha  - Almirante de Esquadra Maximiano Fonseca, responsável pela criação do Corpo  Auxiliar Feminino  da Reserva da Marinha em 1980,      o então governador do estado  Lavoisier Maia,  o comandante do 3º distrito naval – vice-almirante  Dimas Lopes,  prefeito da capital potiguar -  José Agripino, além de representantes do sistema financeiro habitacional.

Em conversa com um dos antigos moradores do conjunto e militar da marinha na reserva, o amigo Armando Carlos, sendo um dos primeiros a adquirir imóvel no local ainda pelo ano de 1984, nos relatou que o Estrela do Mar havia sido concebido inicialmente para ser uma Vila Naval, o que acabou não se confirmando. Ainda, segundo Carlos, a própria Escola Estadual Almirante Tamandaré, construída juntamente com o conjunto, teria sido administrada nos primeiros anos pela própria marinha, havendo inclusive um veículo do tipo Kombi (Volkswagen) que dava apoio à escola. A escola recebe o nome em homenagem ao patrono da Marinha, Joaquim Marques Lisboa, o Almirante Tamandaré (1807-1892). Alguns anos depois, por volta da segunda metade da década de 80, a escola passaria a administração do estado.

Abaixo temos a capa da escritura do imóvel, que o colega adquiriu ainda em 1984 - cedida gentilmente. É possível observar no documento o timbre da Marinha do Brasil.

                                * Capa escritura do imóvel no Conjunto Estrela do Mar, 1984. (Acervo Pessoal)

Ainda de acordo com  a  matéria,   o projeto habitacional – construído com apoio do governo estadual no tocante à infraestrutura, contava com  áreas de lazer, pátios de feira, campos de futebol, quadra de esportes, escola,  posto de saúde,  e creche.  Foram investidos no total Cr$ 876 milhões de cruzeiros.  Quase 40 anos depois de sua inauguração muita coisa mudou, mas as memórias e histórias permanecem presentes nas relações afetivas que muitos moradores de Extremoz tem com o Estrela do Mar.


segunda-feira, 15 de fevereiro de 2021

COSIP - ILUMINAÇÃO PÚBLICA: UMA CONTRIBUIÇÃO NADA VOLUNTÁRIA

 


TAXA?

Independente de como legalmente deva-se chamar, taxa, imposto, tributo, ou seja, lá como for, uma coisa é certa, faça chuva ou sol, você vai “contribuir” mensalmente com, pelo menos, 15% da sua conta de energia para a prefeitura da sua cidade cuidar, manter e zelar pela iluminação pública de todo o município.

O tema sempre foi motivo de debates e algumas polêmicas desde a sua criação em 2002 por meio da emenda constitucional 39 de 19/12/2002, que acrescentou o artigo 149-A ao texto da carta magna. Em que lemos:

“Os Municípios e o Distrito Federal poderão instituir contribuição, na forma das respectivas leis, para o custeio do serviço de iluminação pública, observado o disposto no art. 150, I e III. ”

Desde então os municípios atualizaram seus respectivos códigos tributários tendo em vista otimizar a arrecadação desse precioso tributo – que bem diferente do IPTU, não é passível de inadimplência – sob pena da suspenção da prestação do serviço.

 

PROBLEMAS DE CORRUPÇÃO

O tema da iluminação pública, de forma reiterada está associado a uma série de denúncias e escândalos em muitas cidades – Brasil a fora. Por exemplo, no RJ, a prefeitura de Niterói, em 2017, foi acusada de utilizar o dinheiro da Iluminação Pública para custear outras despesas não previstas no código tributário do município, como mostra de forma detalhada a matéria a seguir: https://oglobo.globo.com/rio/bairros/prefeitura-de-niteroi-usa-recursos-vinculados-iluminacao-para-custear-outras-despesas-20734078

E por aqui em terras potiguares não é diferente.  Em 2017 na capital potiguar o MP deflagrou a Operação Cidade Luz, que investigou o desvio de dinheiro da SEMSUR (Secretaria Municipal de serviços Urbanos), envolvendo diretamente a prestação de serviços de iluminação pública. Afastando à época o então presidente da Câmara Municipal de Natal. Veja matéria da operação completa no link a seguir: https://g1.globo.com/rn/rio-grande-do-norte/noticia/mp-denuncia-raniere-barbosa-e-mais-oito-na-operacao-cidade-luz.ghtml

Um ano depois é a vez de Caicó ver o MPE deflagrar a operação Tubérculo, que chegou a prender o prefeito, vereadores e lobistas da capital do Seridó. Ambas operações desdobraram na Operação Blackout, que culminou na CEI (Comissão Especial de Inquérito) para investigar e apurar responsabilidades sobre supostos desvios envolvendo a COSIP (Contribuição Serviço de Iluminação Pública). A seguir matéria completa: http://www.tribunadonorte.com.br/noticia/prefeito-de-caica-a-preso-em-operaa-a-o/421310

Meu objetivo em rememorar tais escândalos não é – de forma alguma – de demonizar a classe política – pois sabemos que existem pessoas serias que tentam fazer um trabalho decente em todas as áreas públicas. O propósito é, antes, lembrar nosso papel de cidadão em participar, acompanhar e cobrar transparência e prestação de contas dos gastos públicos, até mesmo porque saem do nosso bolso. O cidadão não deve se omitir em ter uma participação mais ativa frente aos gastos públicos da sua cidade, a iluminação pública é apenas um exemplo.

 

INICIATIVAS POSITIVAS

Algumas iniciativas positivas sobre a questão da “taxa” da iluminação pública merecem destaque a fim de compartilhar algumas experiências que tem como objetivo racionalizar o tema. Por exemplo, em 2019, na cidade de Divinópolis em MG – a Câmara Municipal aprova projeto de lei que isenta de pagar a contribuição da iluminação pública os moradores que não tem a prestação do serviço e tem suas ruas ás escuras. Trata-se do projeto de lei nº 03/2018 que altera o código tributário da cidade.

Na cidade de Ceará-Mirim-RN, em 2019, a Câmara Municipal aprovou projeto de lei que determina que a prefeitura divulgue mensalmente os valores arrecadados com a COSIP mensalmente.

Em Natal, talvez em decorrência dos últimos escândalos no setor da iluminação pública na cidade, parlamentar chega a propor a extinção da taxa de iluminação pública. As razões seriam, a falta de transparência na aplicação do dinheiro arrecadado, necessitando, assim, de uma revisão, ou, até mesmo, sua extinção.

 

E POR EXTREMOZ?

Aqui por Extremoz a situação parece bem tranquila e sem maiores dificuldades. Segundo o portal de notícias “portalextremoz” em matéria publicada no final do ano passado, mais precisamente no dia 21 de dezembro de 2020, o município vem superando as expectativas orçamentárias quando o assunto é arrecadação da taxa de iluminação pública. A arrecadação, segundo portal da transparência estava em torno de 3,4 milhões de reais só em 2020. Se os recursos arrecadados estão sendo suficientes, ou mesmo, bem geridos cabe a população se pronunciar. De resto, fica nossa torcida para que os atuais gestores possam fazer diferente e mostrar retorno de mais um imposto que o cidadão paga e dificilmente ver o retorno devido. Matéria completa disponível aqui; https://portalextremoz.com.br/prefeitura-de-extremoz-arrecadou-mais-de-34-milhoes-para-iluminacao-publica-em-2020/

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021

PEDRA DO SINO EM CURRAIS NOVOS: QUE SOM É ESSE?

 

Muitos mistérios e lendas existem em torno da verdadeira história desse local que tem atraído cada vez mais visitantes à região que fica localizada no coração do Seridó Oriental Potiguar, mais precisamente, a cidade de Currais Novos no RN.

 

                                               Foto: http://www.guinerario.com.br/ 

Localizado no geosítio do município, distando em torno de 190 km de Natal, o local conhecido como Pedra do Sino está situado na Lagoa do Santo e tornou-se famoso por ser uma formação geológica que emite, literalmente, o som de um sino de igreja. O local fica há uns 10 km do centro da cidade. De acordo com guias locais, a pedra servia de meio de comunicação entres os povos indígenas, sobretudo, os Cariris e tinham diferentes significados. Algumas teorias cientificas argumentam que o som poderia ser provocado pela grande quantidade de poros presentes na estrutura geológica da rocha, a propagação do som e em função de não estar totalmente em contato com o solo. Apesar de algumas explicações, não faltam crenças, lendas da população, e até mesmo associações com alienígenas para tentar explicar o fenômeno. Permanecendo, assim, o mistério e atraindo um número cada vez maior de visitantes.

De acordo com o documentário produzido pela TV Tribuna, dirigido pela jornalista Cledivânia Pereira e com reportagem de Luiz Henrique, na década de 1990 o geosítio passou a ser de grande interesse cientifico e geológico, já a partir de 2010 com a criação do projeto Geoparque Seridó (projeto de extensão da UFRN) o local ganha imenso valor cultural e histórico para a região. O turismo no local tem perfil pedagógico e cientifico, atraindo escolas do ensino básico e estudantes de geologia, geografia e turismo – principalmente. Segundo o coordenador do Geoparque Seridó, o professor e geólogo Marcos Nascimento da UFRN, o Geoparque abrange um total de seis municípios (Cerro Corá, Lagoa Nova, Currais Novos, Acari, Carnaúbas dos Dantas e Parelhas) e já se credencia a ser o mais novo Geoparque do Brasil e um dos poucos de toda a América Latina, reconhecidos pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO).

A cidade abriga, ainda, em seu geosítio outras atrações como Pico do Totoró - com seus 273 metros de altura - e a Pedra do Caju. Sem contar com a famosa Mina Brejui que teve seu apogeu durante a segunda guerra mundial, visitada frequentemente, já traiu mais de 20 mil visitantes nos últimos anos.

Enquanto você prepara as malas para ouvir esse som de perto e tentar descobrir que som é esse, vale a pena dar uma conferida no excelente documentário produzido pela TV Tribuna e se maravilhar com as belíssimas imagens feitas pelo grande fotógrafo Alex Régis. Parabéns a todos pela belíssima produção.

https://www.youtube.com/watch?v=hgU01SOPvdw&feature=emb_logo


 



sexta-feira, 29 de janeiro de 2021

ENSINO REMOTO: O QUE É ISSO? EXPLORANDO POSSIBILIDADES DE ENSINO E APRENDIZAGEM

 

O ano de 2020 foi marcado por uma série de desafios impulsionados, sobretudo, pela questão da pandemia. Mudanças na rotina e quebra de paradigmas puderam ser sentidas em diversas áreas e com a educação não foi diferente. Desde a suspensão das aulas em meados de março no país o Ensino Remoto acabou sendo a única solução para muitas instituições de ensino. O que significou, por sua vez, um grande desafio para alunos e professores. A necessidade de repensar modos de aprendizado, alteração na rotina e ainda, uso de novas tecnologias, estão entre os principais exemplos.


ENSINO REMOTO: O QUE É ISSO?

Primeiro é importante destacar que ensino remoto não é EaD. Alguns termos ainda confundem um pouco, vamos tentar apresentar de forma simples as principais semelhanças e diferenças de alguns termos que vem sendo utilizados nesse novo contexto que passa a educação. Termos como; Ensino a Distância (EaD), Ensino Hibrido, Ensino Remoto Emergencial e o Ensino Remoto Intencional podem gerar algumas dúvidas sobre seu significado.

ENSINO A DISTÂNCIA (EaD)

O ensino a distância não é tão novo como alguns podem pensar e já existe, pelo menos, desde a primeira metade do século XVIII com os cursos por correspondência iniciadas nos Estados Unidos e, em seguida, se espalhando por outros países. No Brasil, só a partir do início do século XX que teremos os primeiros cursos por correspondência. A partir da década de 1940 o famoso Instituto Universal Brasileiro se torna uma importante referência na formação profissional. Com o surgimento da internet a modalidade EaD ganhou ainda mais importância e presença nos vários níveis de ensino do país.

Entre os principais aspectos presentes hoje no ensino EaD estão a massificação do seu conteúdo, ou seja, existe uma plataforma padronizada com videoaulas, vídeos tutorias, diversos suportes e materiais pedagógicos, além do professor conteudista, temos a presença de um tutor responsável por tirar dúvidas.

ENSINO REMOTO (EMERGENCIAL E INTENCIONAL)

            Nesse formato temos um modelo que é usado, inicialmente, em situações de graves crises. Segundo Eucidio Pimenta da UFMG, em artigo publicado em maio de 2020 sobre a educação remota emergencial e publicado na revista Em Rede, o ensino remoto é uma mudança temporária da entrega de conteúdos curriculares para uma forma de oferta alternativa, devido à situação da crise. Envolve o uso de soluções de ensino totalmente remotas para as aulas previamente elaboradas no formato presencial, podem ser combinadas para momentos híbridos ao longo da crise, em situações de retorno parcial aulas e quantitativo de alunos e possuem duração delimitada pelo tempo em que a crise se mantiver. Entre os principais aspectos presentes no ensino remoto emergencial estão a personalização, a aula em tempo real, substituição da carga horária presencial, permanência do mesmo professor e ainda, uma interação mais frequente.

Segundo Michael Horn, autor do livro Blended: usando a inovação disruptiva para aprimorar a educação de 2015 e considerado uma das principais referências no chamado Blended Learning (Ensino Hibrido), uma das principais vantagens desse formato seria a possibilidade de o estudante ter o seu próprio ritmo de aprendizagem.

            Nesse sentido, o ensino hibrido, que tem os momentos síncronos e assíncronos como elementos constitutivos do processo de ensino, seria a junção do formato presencial com o online. Cada qual com seus próprios objetivos de ensino aprendizagem.

ENSINO REMOTO NO BRASIL E NO RIO GRANDE DO NORTE

Após a aprovação pelo Conselho Nacional de Educação e do Ministério da Educação em adotar o ensino remoto no país muito problemas foram escancarados, como a grande desigualdade existente no que se refere ao acesso dos alunos as aulas disponibilizadas pela internet.  Segundo pesquisa PNAD divulgada em abril de 2020 mostrou que mais de 46 milhões (25,3% da população) pessoas não tem acesso à internet, ou seja, 1 em cada 4. Nas áreas rurais esse percentual chega a 53,5% e nas áreas urbanas 20,6%. Esses números apresentam apenas uma parte do desafio em alcançar todos os alunos com as atividades remotas. Sem contar, claro, com outros diversos problemas causados pela pandemia.

Por aqui no Rio Grande do Norte a Secretaria Estadual de Educação divulgou em dezembro de 2020, que pouco mais de 50% dos estudantes da rede tiveram acesso aos conteúdos disponibilizados pelos professores no formato remoto. O que aumenta o desafio para que nós, professores, possamos pensar estratégias criativas para alcançar um número maior de alunos por meio das diversas plataformas existentes atualmente como o Google Meet (plataforma de videoconferência), YouTube (para produção e compartilhamento de aulas), Google Forms (Plataforma de gerenciamento de pesquisa), o Google Classroom, as próprias redes sociais, o popular WhatsApp para dinamizar a comunicação entre as turmas e a escola, e outros diversos recursos existentes.

       Aula síncrona em turma do 3º ano do Ensino Médio em videoconferência pelo Google Meet

PRÁTICA PEDAGÓGICA NO ENSINO REMOTO

Em relação a todos os pontos relatados até aqui, temos apenas uma certeza; não há receita pronta para transpor tantos desafios. É necessário ressignificar o papel do professor e do aluno. O que temos é o empenho e o esforço de vários professores que mesmo sem as condições adequadas se desdobram para fazer o possível e tentar alcançar o máximo de alunos nesse momento histórico em que vivemos.

São muitos os exemplos de boas práticas pedagógicas aqui mesmo em nosso estado com tantas carências e de várias ordens. Gostaria de convidar os colegas professores, se possível, a compartilhar um pouco de suas experiências, produções e iniciativas nesse contexto de ensino remoto. De forma singela deixo aqui uma pequena contribuição que foi a produção de uma série de vídeos sobre os principais pensadores e sistemas teóricos em Filosofia que tem certa recorrência no ENEM para auxiliar meus alunos do ensino médio de forma assíncrona, além dos encontros síncronos e as muitas interações realizadas pelas diferentes plataformas ao longo do ano de 2020. Por fim, afirmo, podemos errar, podemos acertar, mas certamente não ficaremos parados.

Link para a aula nº 1 <https://www.youtube.com/watch?v=CQBDepjnf1Q&t=20s>

Aula 1 - Filosofia de Epicuro no ENEM [Ensino Remoto]


Nessa aula faremos uma breve introdução e abordaremos as ideias gerais do pensador com resolução de questões do ENEM a fim de nos familiarizarmos com o conteúdo.

No canal você encontra a série completa (até o momento), outros projetos pedagógicos, bem como a produção de alunos de varias turmas e anos anteriores.

         




segunda-feira, 11 de janeiro de 2021

118 ANOS DO IHGRN: O GUARDIÃO DA MEMÓRIA

 

Em 1838 era fundado o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB) no Rio de janeiro durante o chamado período regencial. Passaria a ter o imperador D. Pedro II como um dos membros mais ativos e seu patrono. Um dos seus grandes objetivos era o de estabelecer um projeto de nação para o país.  Seguindo sua influência é fundado em 1902 o Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte (IHGRN) a mais antiga instituição cultural do estado, e também chamada por muitos de casa da memória. Esse ano o instituto completa a marca dos 118 anos em plena atividade.


Entre seus fundadores e sócios estão figuras emblemáticas da história política, jurídica, econômica e cultural do estado como Augusto Maranhão, Tavares de Lyra, Câmara Cascudo, Henrique Castriciano, entre muitos outros. O instituto preserva um acervo valiosíssimo para a memória do nosso estado. Abriga em seu acervo, um arquivo, um museu, uma biblioteca com mais de 50.000 mil títulos, auditório e galeria para exposições. Entre as peças que chama atenção no museu está o brasão da antiga igreja de Extremoz.

                                                        Fonte: https://ihgrn.org.br/instituicao/acervo

         Desde a sua fundação o instituto publica uma revista anual contendo vários estudos e pesquisas de interesse, sobretudo, da historiografia potiguar. Entre os documentos preservados estão manuscritos do período colonial, imperial e da república. O primeiro volume da revista data do ano de 1903. Graças a uma parceria entre o instituto e o departamento de História da UFRN parte desse acervo começa a ser digitalizado, o que facilita a pesquisa e o acesso dessa documentação para os estudiosos, pesquisadores e interessados em geral na cultura e na história do nosso estado. No total já são 99 volumes publicados e todos estão disponíveis gratuitamente na plataforma do Repositório do Laboratório de Imagem (LABIM) da UFRN e sediado no departamento de História. Trabalho árduo, mas recompensador. As revistas podem ser conferidas no link a seguir: http://repositoriolabim.cchla.ufrn.br/

Por fim, fica o convite para conhecer essa tão distinta instituição que, apesar das inúmeras dificuldades e desafios continua mantendo uma tradição secular em nossa cidade. O instituto está localizado no centro histórico da capital potiguar, entre a antiga catedral de Natal e o Palácio da Cultura. As portas do IHGRN estão abertas para recebê-lo. 

 

 








Câmara de Extremoz aprova criação da Comenda Ir. Ana Maria Dionice

  Honraria reconhecerá pessoas que contribuem para a preservação da história, cultura e memória de Extremoz. A Câmara Municipal de Extremo...

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