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sexta-feira, 29 de janeiro de 2021

ENSINO REMOTO: O QUE É ISSO? EXPLORANDO POSSIBILIDADES DE ENSINO E APRENDIZAGEM

 

O ano de 2020 foi marcado por uma série de desafios impulsionados, sobretudo, pela questão da pandemia. Mudanças na rotina e quebra de paradigmas puderam ser sentidas em diversas áreas e com a educação não foi diferente. Desde a suspensão das aulas em meados de março no país o Ensino Remoto acabou sendo a única solução para muitas instituições de ensino. O que significou, por sua vez, um grande desafio para alunos e professores. A necessidade de repensar modos de aprendizado, alteração na rotina e ainda, uso de novas tecnologias, estão entre os principais exemplos.


ENSINO REMOTO: O QUE É ISSO?

Primeiro é importante destacar que ensino remoto não é EaD. Alguns termos ainda confundem um pouco, vamos tentar apresentar de forma simples as principais semelhanças e diferenças de alguns termos que vem sendo utilizados nesse novo contexto que passa a educação. Termos como; Ensino a Distância (EaD), Ensino Hibrido, Ensino Remoto Emergencial e o Ensino Remoto Intencional podem gerar algumas dúvidas sobre seu significado.

ENSINO A DISTÂNCIA (EaD)

O ensino a distância não é tão novo como alguns podem pensar e já existe, pelo menos, desde a primeira metade do século XVIII com os cursos por correspondência iniciadas nos Estados Unidos e, em seguida, se espalhando por outros países. No Brasil, só a partir do início do século XX que teremos os primeiros cursos por correspondência. A partir da década de 1940 o famoso Instituto Universal Brasileiro se torna uma importante referência na formação profissional. Com o surgimento da internet a modalidade EaD ganhou ainda mais importância e presença nos vários níveis de ensino do país.

Entre os principais aspectos presentes hoje no ensino EaD estão a massificação do seu conteúdo, ou seja, existe uma plataforma padronizada com videoaulas, vídeos tutorias, diversos suportes e materiais pedagógicos, além do professor conteudista, temos a presença de um tutor responsável por tirar dúvidas.

ENSINO REMOTO (EMERGENCIAL E INTENCIONAL)

            Nesse formato temos um modelo que é usado, inicialmente, em situações de graves crises. Segundo Eucidio Pimenta da UFMG, em artigo publicado em maio de 2020 sobre a educação remota emergencial e publicado na revista Em Rede, o ensino remoto é uma mudança temporária da entrega de conteúdos curriculares para uma forma de oferta alternativa, devido à situação da crise. Envolve o uso de soluções de ensino totalmente remotas para as aulas previamente elaboradas no formato presencial, podem ser combinadas para momentos híbridos ao longo da crise, em situações de retorno parcial aulas e quantitativo de alunos e possuem duração delimitada pelo tempo em que a crise se mantiver. Entre os principais aspectos presentes no ensino remoto emergencial estão a personalização, a aula em tempo real, substituição da carga horária presencial, permanência do mesmo professor e ainda, uma interação mais frequente.

Segundo Michael Horn, autor do livro Blended: usando a inovação disruptiva para aprimorar a educação de 2015 e considerado uma das principais referências no chamado Blended Learning (Ensino Hibrido), uma das principais vantagens desse formato seria a possibilidade de o estudante ter o seu próprio ritmo de aprendizagem.

            Nesse sentido, o ensino hibrido, que tem os momentos síncronos e assíncronos como elementos constitutivos do processo de ensino, seria a junção do formato presencial com o online. Cada qual com seus próprios objetivos de ensino aprendizagem.

ENSINO REMOTO NO BRASIL E NO RIO GRANDE DO NORTE

Após a aprovação pelo Conselho Nacional de Educação e do Ministério da Educação em adotar o ensino remoto no país muito problemas foram escancarados, como a grande desigualdade existente no que se refere ao acesso dos alunos as aulas disponibilizadas pela internet.  Segundo pesquisa PNAD divulgada em abril de 2020 mostrou que mais de 46 milhões (25,3% da população) pessoas não tem acesso à internet, ou seja, 1 em cada 4. Nas áreas rurais esse percentual chega a 53,5% e nas áreas urbanas 20,6%. Esses números apresentam apenas uma parte do desafio em alcançar todos os alunos com as atividades remotas. Sem contar, claro, com outros diversos problemas causados pela pandemia.

Por aqui no Rio Grande do Norte a Secretaria Estadual de Educação divulgou em dezembro de 2020, que pouco mais de 50% dos estudantes da rede tiveram acesso aos conteúdos disponibilizados pelos professores no formato remoto. O que aumenta o desafio para que nós, professores, possamos pensar estratégias criativas para alcançar um número maior de alunos por meio das diversas plataformas existentes atualmente como o Google Meet (plataforma de videoconferência), YouTube (para produção e compartilhamento de aulas), Google Forms (Plataforma de gerenciamento de pesquisa), o Google Classroom, as próprias redes sociais, o popular WhatsApp para dinamizar a comunicação entre as turmas e a escola, e outros diversos recursos existentes.

       Aula síncrona em turma do 3º ano do Ensino Médio em videoconferência pelo Google Meet

PRÁTICA PEDAGÓGICA NO ENSINO REMOTO

Em relação a todos os pontos relatados até aqui, temos apenas uma certeza; não há receita pronta para transpor tantos desafios. É necessário ressignificar o papel do professor e do aluno. O que temos é o empenho e o esforço de vários professores que mesmo sem as condições adequadas se desdobram para fazer o possível e tentar alcançar o máximo de alunos nesse momento histórico em que vivemos.

São muitos os exemplos de boas práticas pedagógicas aqui mesmo em nosso estado com tantas carências e de várias ordens. Gostaria de convidar os colegas professores, se possível, a compartilhar um pouco de suas experiências, produções e iniciativas nesse contexto de ensino remoto. De forma singela deixo aqui uma pequena contribuição que foi a produção de uma série de vídeos sobre os principais pensadores e sistemas teóricos em Filosofia que tem certa recorrência no ENEM para auxiliar meus alunos do ensino médio de forma assíncrona, além dos encontros síncronos e as muitas interações realizadas pelas diferentes plataformas ao longo do ano de 2020. Por fim, afirmo, podemos errar, podemos acertar, mas certamente não ficaremos parados.

Link para a aula nº 1 <https://www.youtube.com/watch?v=CQBDepjnf1Q&t=20s>

Aula 1 - Filosofia de Epicuro no ENEM [Ensino Remoto]


Nessa aula faremos uma breve introdução e abordaremos as ideias gerais do pensador com resolução de questões do ENEM a fim de nos familiarizarmos com o conteúdo.

No canal você encontra a série completa (até o momento), outros projetos pedagógicos, bem como a produção de alunos de varias turmas e anos anteriores.

         




segunda-feira, 11 de janeiro de 2021

118 ANOS DO IHGRN: O GUARDIÃO DA MEMÓRIA

 

Em 1838 era fundado o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB) no Rio de janeiro durante o chamado período regencial. Passaria a ter o imperador D. Pedro II como um dos membros mais ativos e seu patrono. Um dos seus grandes objetivos era o de estabelecer um projeto de nação para o país.  Seguindo sua influência é fundado em 1902 o Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte (IHGRN) a mais antiga instituição cultural do estado, e também chamada por muitos de casa da memória. Esse ano o instituto completa a marca dos 118 anos em plena atividade.


Entre seus fundadores e sócios estão figuras emblemáticas da história política, jurídica, econômica e cultural do estado como Augusto Maranhão, Tavares de Lyra, Câmara Cascudo, Henrique Castriciano, entre muitos outros. O instituto preserva um acervo valiosíssimo para a memória do nosso estado. Abriga em seu acervo, um arquivo, um museu, uma biblioteca com mais de 50.000 mil títulos, auditório e galeria para exposições. Entre as peças que chama atenção no museu está o brasão da antiga igreja de Extremoz.

                                                        Fonte: https://ihgrn.org.br/instituicao/acervo

         Desde a sua fundação o instituto publica uma revista anual contendo vários estudos e pesquisas de interesse, sobretudo, da historiografia potiguar. Entre os documentos preservados estão manuscritos do período colonial, imperial e da república. O primeiro volume da revista data do ano de 1903. Graças a uma parceria entre o instituto e o departamento de História da UFRN parte desse acervo começa a ser digitalizado, o que facilita a pesquisa e o acesso dessa documentação para os estudiosos, pesquisadores e interessados em geral na cultura e na história do nosso estado. No total já são 99 volumes publicados e todos estão disponíveis gratuitamente na plataforma do Repositório do Laboratório de Imagem (LABIM) da UFRN e sediado no departamento de História. Trabalho árduo, mas recompensador. As revistas podem ser conferidas no link a seguir: http://repositoriolabim.cchla.ufrn.br/

Por fim, fica o convite para conhecer essa tão distinta instituição que, apesar das inúmeras dificuldades e desafios continua mantendo uma tradição secular em nossa cidade. O instituto está localizado no centro histórico da capital potiguar, entre a antiga catedral de Natal e o Palácio da Cultura. As portas do IHGRN estão abertas para recebê-lo. 

 

 








quarta-feira, 30 de dezembro de 2020

TÚNEL DO TREM: A FERROVIA FANTASMA DE LAJES-RN

 

Na cidade de Lajes, região do semiárido potiguar, existe um túnel de aproximadamente 200 metros de comprimento que foi construído no início do século XX para receber o ramal da estrada de ferro central do Rio Grande do Norte. Seu objetivo seria ligar a região central com o Seridó (Lajes-Caicó).

                    *Fonte: Conversando com Augusto Maranhão – A Estrada de Ferro Inacabada

O local não é muito conhecido mesmo entre aqueles entusiastas da história do RN. Um dos elementos que mais intrigam é a maneira como o projeto foi abandonado, deixando para trás pontilhões, fendas entre rochas e o túnel abandonado. Segundo o escritor Wagner Rodrigues, existe na região em torno de trinta espigões, destinados a receber uma ponte de ferro inglesa (que não chegou a ser construída) nos moldes – tudo indica -  da ponte de ferro do Igapó na capital. 

Segundo o historiador Cícero Lajes o túnel tem atraído cada vez mais aventureiros para conhecer, não apenas a cidade, mas também outros locais encantadores da região como serras e trilhas. O livro Dos Caminhos da água aos caminhos de Ferro do pesquisador Wagner Rodrigues é prova da riqueza que é a história ferroviária potiguar.

O local, sem dúvida, é um convite para uma bela expedição de Bike com a turma. Alguns grupos de pedal, trilha e off road já se aventuraram e garantem que a experiência é indescritível. Agora vamos tentar encontrar alguém para compartilhar mais essa aventura. rs rs

É possível conferir o túnel e as outras obras inacabadas do projeto no programa Conversando com Augusto Maranhão – A Estrada de Ferro Inacabada, disponível no YouTube pelo link a seguir;

<https://www.youtube.com/watch?v=5c-BiS99XbU>

                                                                  *Foto: AmigosdoPedalRN
 






quinta-feira, 24 de dezembro de 2020

PEDAL DO CALDO DE CANA: O DIA QUE PEDALEI 43KM EM MAIS DE 38 HORAS!

 

Ainda me lembro do primeiro pedal que participei com o grupo de Extremoz. Foi exatamente no sábado dia 3 de agosto de 2019 (se o Strava não estiver me enganando rs). Estava voltando a pedalar após um longo período de molho do esporte em função do susto causado após uma queda em uma ladeira no bairro das Quintas.

Bicicleta comprada há pouco tempo, ainda me adaptando as novidades, inclusive tecnológicas – no meu tempo não se usava aplicativos – fui apresentado ao famoso Strava. Como todo início, as vezes os micos são inevitáveis. Estava participando do grupo há pouco tempo e aguardava a publicação de uma rota (semanal) que eu tivesse condições de acompanhar o pessoal (e essa rota nunca chegava rs). Meus primeiros 43km de pedal em grupo durou, nada mais nada menos, que 38 horas!! Tomei um susto!! Só bem depois que descobri ter deixado o aplicativo ligado até o outro dia. rs rs

O tradicional pedal do Caldo de Cana para o mercado de Ceará-Mirim, sem dúvida, foi um dos momentos mais prazerosos nesse retorno aos pedais. O Mercado Público de Ceará-Mirim foi fundado ainda no ano de 1881, nessa época a feira livre ocorria na parte de fora do mercado, apenas após a proclamação da república que seria transferida para dentro do novo prédio, em 1889. O prédio se encontra tombado pela fundação José Augusto desde o ano de 1984. Simboliza hoje um dos principais pontos turísticos da cidade que Extremoz já fez parte. Sobre o Caldo de Cana do mercado, quem experimenta sempre sai satisfeito, pois o copo nunca fica vazio. Se você ainda não sabe do que estou falando, precisa ter essa experiência gastronômica o quanto antes rs.

Escrevo esse singelo texto em forma de agradecimento aos colegas que tornaram essa primeira experiência possível. Afinal, de lá para cá, esse negócio de pedalar virou um vício (saudável) e já acumulou muitas novas amizades e inúmeras histórias para contar. Nesse dia estávamos em oito ciclistas e faço questão de nomina-los; participaram os colegas Armando Carlos (sub), João Oliveira, Paulo (Paulinho), Soares (Dedé), Cardoso, João Morais, Daniel (ciborgue) e esse que vos fala. Vamos girar!



sexta-feira, 18 de dezembro de 2020

RIACHUELO: O AGRESTE POTIGUAR NA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL

 

Você sabia que na cidade de Riachuelo-RN existe um monumento que remonta ao período da segunda guerra mundial?

Localizado na Serra Azul a peça de concreto tem uma inscrição que remete ao ano de 1942, o monumento tem - em sua parte superior - um formato triangular e em sua parte interna um espaço que, provavelmente, seria para suportar algum tipo de antena. Ou seja, podemos dizer que além de Parnamirim e Natal, tudo indica que a cidade de Riachuelo também está na rota da segunda guerra mundial. Segundo locais, provavelmente a peça seria uma espécie de marco geodésico instalado pelo exército durante o período da Segunda Guerra Mundial. Colocado pelo exército americano em parceria com o serviço geográfico do exército brasileiro. Esse tipo de marco serve para indicar no terreno uma posição cartográfica ou geodésica precisa. 

            A história das grandes batalhas militares está presente na memória de Riachuelo desde a origem do próprio nome. O professor e historiador José Candido Cavalcante em seu livro, História de Riachuelo: Sabença do povo, publicado em 2008, analisa uma das versões para a origem do nome da cidade que faria referência ao fato do fundador da cidade haver participado da batalha do Riachuelo em 1865 no contexto da guerra do Paraguai. Assim, o nome seria uma homenagem em sua memória.

            Outro fato marcante e presente na memória dos riachuelenses foi a queda do Hidroavião Catalina PBY-5 em 10 de maio de 1944. Pertencente a Marinha dos Estados Unidos, teve como saldo um total de dez militares estrangeiros mortos. A aeronave pertencia ao Esquadrão de Patrulha VP-45 da marinha americana. Esses e outros acontecimentos históricos ocorridos pelo interior do Rio Grande do Norte podem ser conferidos no trabalho realizado pelo pesquisador e membro do Instituto Histórico e Geográfico do RN, Rostand Medeiros em seu livro publicado em 2019 - Sobrevoo: Episódios da Segunda Guerra Mundial no Rio Grande do Norte, o livro integra a coleção “A participação do Rio Grande do Norte na Segunda Guerra Mundial”. No início do ano passado, motivados pela pesquisa realizada pelo autor, diplomatas do consulado geral dos Estados Unidos no Recife visitaram a cidade de Riachuelo para conhecer a história do acidente aéreo com o Hidroavião Catalina.

             Grupos locais tentam preservar a história e a memória da cidade por meio de diversas atividades que envolvem o turismo regional, histórico e de aventura. Podemos citar o grupo “Calangos na Trilha” e o grupo “EuAmoRiachueloRN” (entre outros) que desenvolvem diversas atividades que valorizam e contribuem para a preservação do patrimônio histórico e cultural da cidade. Uma cidade encantadora e com muitos pontos turísticos para serem conhecidos e desafios à serem explorados.

                                            * Foto: EuAmoRiachueloRN (Facebook)



quinta-feira, 10 de dezembro de 2020

ROTUNDA: MUSEU FERROVIÁRIO DE NATAL

 

O surgimento do trem a vapor foi um importante marco da chamada revolução industrial liderada pela Inglaterra ao longo do século XIX. Fundamental para o funcionamento das fábricas, o trem desempenhou um papel central durante a primeira e a segunda guerra mundial. A estrada de ferro alterou a dinâmica econômica e social desde então, possibilitando o surgimento de cidades, encurtando distâncias e promovendo uma verdadeira revolução na produção agrícola e na mobilidade entre as cidades e até mesmo entre países.

Em 1804 temos a primeira locomotiva a vapor na Inglaterra. No Brasil a primeira locomotiva só vai operar em 1854 no Rio de Janeiro. No Rio Grande do Norte, o primeiro trecho ferroviário data de 1881, ainda no período imperial e operado pela empresa inglesa Great Western of Brazil Railway (G. W. B. R.). O primeiro trecho ferroviário a operar no RN foi o trecho Natal-Nova Cruz. Já o segundo trecho só vai operar a partir de 1906 ligando Natal-Ceará-mirim. É importante ressaltar que a presença da estrada de ferro no RN foi fundamental para a dinamização da economia. A estrada de ferro teve papel importante como medida contra a seca por meio da geração de empregos e no escoamento da produção agrícola, por exemplo.

Em 1916 é inaugurada a famosa ponte de ferro do Igapó, que funcionou até o ano de 1970. Projetada inicialmente apenas para a passagem do trem, foi por 54 anos a única ligação da cidade com o vale açucareiro (que representava em torno de 60% da economia do estado) e o restante da cidade. O primeiro trem a inaugurar a famosa ponte de ferro (também chamada de ponte dos ingleses) foi uma locomotiva a vapor chamada Catita no ano de 1916. Uma viagem que contou com as maiores autoridades políticas do período, entre os quais estavam, além do governador Ferreira Chaves, o escritor e historiador Câmara Cascudo, à época com apenas dez anos de idade.

Por meio da iniciativa do Instituto dos Amigos do Patrimônio Histórico e Artístico-Cultural e da Cidadania (IAPHACC), presidido pelo pesquisador Ricardo Tersuliano, foram realizados estudos e pesquisas sobre a história da ferrovia no RN e surgiu a ideia de resgatar a Catita, por meio judicial, (que estava em Pernambuco desde a década de setenta) para o nosso estado, juntamente com um acervo, conseguido por meio de doações de ferroviários que acreditaram no projeto e na necessidade da construção de um museu  que promova o resgate e a preservação da memória do trem em nosso estado, assim como sua divulgação.

Por meio de uma parceria com o IFRN Campus Cidade Alta o Museu Ferroviário   encontrou seu local de existência e exposição permanente na nova unidade do IFRN localizado no bairro das Rocas. A instituição federal de ensino inaugurou a nova unidade em 2016, restaurando a antiga Rotunda (antiga oficina de trens), mantendo a arquitetura original do prédio histórico e hoje disponível para toda a comunidade. Além dos cursos médio, técnicos integrados e subsequentes o prédio abriga, ainda, o museu do trem (Museu Ferroviário Manoel Tomé de Souza). Uma das principais atrações que compõe o acervo do museu é sem dúvida a primeira locomotiva a vapor a inaugurar a ponte de ferro de Igapó, a Catita em 1916.

 

                                 *Foto: Samuel Souza

terça-feira, 1 de dezembro de 2020

MINHA FILHA NASCEU!

 

O nascimento de uma criança pode ter muitos significados diferentes dependendo da cultura, costumes e valores envolvidos. A emoção do primeiro choro, o primeiro sorriso e aquela mãozinha apertando a ponta do seu dedo. O que dizer sobre as sensações causadas por esses simples gestos? Muitas incertezas povoam nossa mente e novos desafios se impõem. Talvez a única certeza seja o fato de que a vida não será como antes. Alguns poderão dizer que a vida ficará melhor, outros que será apenas diferente. Esse momento realmente mágico, indubitavelmente, traz novo significado a vida dos pais, sobretudo, os de primeira viagem.

Poder segurar a mão da mamãe na hora do nascimento e ver aquele pouquinho de gente já chegar chorando e ser o centro das atenções foi realmente um momento muito marcante. Ver aqueles olhinhos abertos pela primeira vez cheios de sinceridade e ternura fez acelerar o batimento cardíaco, tamanha foi a emoção. Mas não vou dizer que chorei, afinal de contas, chorei mesmo, um pouco, talvez.

Acompanhar e fazer parte do crescimento de um filho é uma das experiências mais intensas ao lado da ansiedade em ouvir as primeiras palavras ou os seus primeiros passos. Não vou nem falar na ansiedade pelas primeiras pedaladas, pois já estou limpando a corrente da bicicleta da minha pequena Abigail.

Muitas perguntas surgem nesse momento, carregado de emoção. Pessoas próximas – imbuídas das melhores intenções – compartilham suas experiências pessoais a fim de reproduzirem um pouco de seus “experimentos” particulares na nova vida que nasce. Faz parte do traço cultural, talvez, mas o aprendizado e conhecimento da nova rotina surge apenas com o próprio convívio e prática, nessa medida, cada experiência é única.

Pensar que seremos responsáveis por uma nova vida nesse mundo aumenta o senso de responsabilidade. Mas, se formos capazes de oferecer amor e as condições necessárias para que nossos filhos possam viver com dignidade, talvez eles possam buscar, por si mesmos, não apenas crescimento individual, mas sobretudo, fazer a diferença na vida de outras pessoas. Como diria o escritor e dramaturgo irlandês Oscar Wilde “Viver é a coisa mais rara do mundo. A maioria das pessoas apenas existe. ”



Câmara de Extremoz aprova criação da Comenda Ir. Ana Maria Dionice

  Honraria reconhecerá pessoas que contribuem para a preservação da história, cultura e memória de Extremoz. A Câmara Municipal de Extremo...

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